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Patrimônio de candidatos ao Governo de Santa Catarina triplicou em 12 anos

Notícias do Dia comparou a declaração de bens dos candidatos com eleições passadas; em alguns casos, patrimônio dos políticos chegou a crescer quatro vezes em pouco mais de uma década

Fábio Bispo
Florianópolis
15/08/2018 às 22H27

A declaração do patrimônio é um dos dados que os candidatos precisam informar à Justiça Eleitoral para terem seus registros aprovados para as eleições. As informações, assim como outros dados do candidato e da campanha, ficam registrados no DivulgaCand, portal do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que informa candidaturas e contas eleitorais. Dos postulantes ao Governo em Santa Catarina, o deputado federal Décio Lima (PT) teve o maior patrimônio registrado, no valor de R$ 2 milhões; seguido do candidato coronel Moisés (PLS), com R$ 1,8 milhão; Mauro Mariani (MDB) registrou R$ 1,5 milhão; Jessé Pereira (Patri), R$ 743 mil; e Gelson Merisio, R$ 722 mil. Rogério Portanova (Rede) registrou R$ 560 mil em patrimônio; Ângelo Castro (PCO), R$ 250 mil; Leonel Camasão (PSOL), R$ 13 mil; e a candidata Ingrid Assis (PSTU) não declarou bens até o fechamento desta edição.

A reportagem do Notícias do Dia comparou a declaração de patrimônio dos candidatos com campanhas anteriores. Em 2006, as três maiores campanhas juntas — Merisio, Marinai e Décio — tinham R$ 1,6 milhão. Em 2018 os três candidatos somam R$ 4,2 milhões, praticamente o triplo de 12 anos atrás.

O candidato que teve o maior incremento no patrimônio declarado foi o petista Décio Lima, apresentando um crescimento de quase quatro vezes sobre o valor declarado na eleição de 2006, quando o deputado informou R$ 559 mil na campanha para deputado estadual. Já o patrimônio de Mauro Mariani cresceu quase três vezes se comparado com o declarado em 2006 na campanha para deputado federal, quando informou ter R$ 628 mil. O menor crescimento foi do candidato Merisio, que em 2006 declarou R$ 434 mil e em 2018 informou R$ 722 mil.

Em Santa Catarina foram 761 pedidos de registro de candidatura realizados até quarta-feira (15). Desses, nove foram para o Governo do Estado, 14 para o Senado, 241 para deputado federal e 460 para deputado estadual. Em breve, os nomes de todos os concorrentes estarão disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCandContas 2018), do TSE.

Para se transformarem em registros definitivos, os pedidos devem ser julgados pelo Pleno do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), que confirmará se todos os pré-requisitos para a candidatura foram preenchidos. Os juízes têm até o dia 17 de setembro para julgar todos os pedidos.

Patrimônios dos candidatos ao Governo de Santa Catarina - Divulgação/ND
Patrimônios dos candidatos ao Governo de Santa Catarina - Divulgação/ND


Amin  tem maior patrimônio declarado entre todos os candidatos

Dos 14 candidatos ao Senado, pelo menos cinco apresentam patrimônio acima de R$ 1 milhão. Esperidião Amin (PP) informou um patrimônio de R$ 3,1 milhões, o maior declarado até o momento entre candidatos catarinenses. O valor é maior do que o declarado pela maioria dos candidatos à presidência. Amin tem patrimônio maior do que os declarados pelos candidatos Marina Silva (R$ 118 mil), Jair Bolsonaro (R$ 2,2 milhões), Geraldo Alckmin (R$ 1,3 milhão), Ciro Gomes (R$ 1,6 milhão) e Álvaro Dias (R$ 2,8 milhões).

Jorginho Mello (PR) declarou R$ 2,4 milhões; Ideli Salvatti (PT) informou R$ 2,3 milhões; Raimundo Colombo (PSD), R$ 2,2 milhões; e Paulo Bauer, R$ 1,1 milhão.

Entre os candidatos ao Senado com os maiores patrimônios declarados, Jorginho Mello (PR) foi o que teve a maior evolução patrimonial entre 2006 e 2018. Em 12 anos, o patrimônio do deputado federal cresceu quase quatro vezes, passando de R$ 610 mil para R$ 2,4 milhões. Já o patrimônio de Ideli saltou de R$ 739 mil em 2010, quando concorreu ao governo do Estado, para R$ 2,3 milhões em 2018.

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) é o candidato que teve o menor crescimento do patrimônio entre os que declararam acima de R$ 1 milhão. Os bens de Colombo passaram de R$ 478 mil, declarados em 2006, para R$ 2,2 milhões em 2018.

O patrimônio do candidato do PSL ao Senado, Lucas Esmeraldino, cresceu quase seis vezes, passou de R$ 21 mil, quando foi eleito como vereador em 2012 em Tubarão, para R$ 120 mil declarados na campanha de 2018.

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