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Partidos privilegiam políticos experientes em disputa por vaga na Alesc

Maiores legendas apostam em vereadores, prefeitos e ex-prefeitos na corrida por uma cadeira no Legislativo do Estado

Fábio Bispo
Florianópolis
22/08/2018 às 14H27

Mais da metade dos candidatos a uma cadeira na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) já concorreu a algum cargo eletivo em pelo menos uma eleição. Dos 461 candidatos, 59 são vereadores e três são prefeitos, todos eleitos em 2016. Outros 17 são ex-prefeitos e pelo menos 20 já foram eleitos pelo menos uma vez.

Uma análise sobre os pedidos de registros de candidaturas no TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina) revela que os maiores partidos apostam em candidatos com mais experiência, enquanto partidos menores têm mais dificuldades de colocarem políticos de carreira nas suas fileiras. MDB, PT, PSDB, PSD, PP são os partidos que têm maior número de políticos experientes em suas nominatas no Estado.

Dos 26 candidatos do MDB, por exemplo, 21 já foram eleitos ao menos uma vez, sete são vereadores atualmente e três são ex-prefeitos. Apenas cinco candidatos da sigla nunca participaram de uma eleição. O partido também tem o maior número de candidatos à reeleição. Dos 12 eleitos em 2014, oito concorrem novamente à Alesc e um tentará a Câmara Federal.

O PT, que apresentou 30 candidatos, tem apenas um que nunca concorreu. O partido tem oito vereadores eleitos em 2016 e seis ex-prefeitos na disputa pelo legislativo estadual. Dos cinco deputados eleitos em 2014, três concorrem à reeleição e dois disputam uma vaga na Câmara Federal.

Já o PSDB, que tem 27 candidatos e também tm oito vereadores eleitos na disputa, apresenta seis novatos que nunca concorreram. Outros sete postulantes já disputaram eleições mas nunca foram eleitos. A legenda apresenta um ex-prefeito, um ex-vereador e um ex-deputado.

Entre os partidos que mais têm políticos experientes em sua nominata, o PSD é o que traz o maior quadro de renovação. Dos 24 candidatos da sigla, sete são novatos. O partido apresenta ainda três ex-prefeitos e quatro vereadores. O PP, que tem 24 candidatos a deputados estaduais, apresenta quatro novatos, dois ex-prefeitos e sete vereadores.
Onze políticos não tentarão reeleição na Alesc

A confirmação de que 29 dos 40 de­putados eleitos em 2014 tentarão a ree­leição pode até abrir uma brecha para a chamada renovação das cadeiras da Alesc. São 11 parlamentares que deixa­rão de concorrer e, diante da possibi­lidade de que nem todos que tentam a reeleição alcançarão os votos necessá­rios, é possível que o número de novos eleitos supere os 13 novos deputados de 2014 ou os 12 de 2010.

Por outro lado, a eleição mais cur­ta que nos anos anteriores e com a divisão da verba partidária privilegian­do quem já está no poder acaba colo­cando as candidaturas dos novatos em situação mais difícil.

O grande número de políticos ex­perientes nos quadros das legendas e coligações, muitos com bases consoli­dadas, outros tentando voltar ao poder depois de revezes nas urnas, também deve levar a disputa proporcional a um patamar bastante acirrado, confi­nando a verdadeira renovação a algu­mas poucas vagas.

Nos bastidores, as contagens já in­cluem, por exemplo, ex-deputados, conselheiros de contas ou grandes empresários entre os mais votados.Alguns partidos, como o PSL, a Rede e o PMN apostam maciçamente em candi­datos novatos.

Já partidos mais tradicionais, mas com representatividade reduzida no quadro atual, como PDT, PSOL e DEM, por exemplo, apresentam nomi­natas mais equalizadas entre novatos e exeperientes.

O PSB, por exemplo, com 25 candida­tos, lançou cinco vereadores, quatro ex-prefeitos e seis novatos. Já o DEM apre­sentou quatro vereadores e 11 novatos em sua nominata com 22 nomes.

Concorrência menor na Câmara

Enquanto o noticiário pre­ga que a renovação na Câmara Federal deve ser a menor desde 1990, com quase 80% dos depu­tados disputando a reeleição, em Santa Catarina 56% tenta­rão a reeleição. Dos 243 can­didatos catarinenses que con­correm a uma das 16 vagas ao legislativo federal, apenas nove tentarão permanecer no cargo. Entre os candidatos estão 23 vereadores, dois ex-prefeitos e cinco que já foram vereadores.


A disputa pela Câmara Fe­deral em Santa Catarina tem um contorno diferente da dis­puta pela Alesc. Dos 16 depu­tados, dois são candidatos ao governo do Estado, Mauro Ma­riani (MDB) e Décio Lima (PT); dois vão ao Senado, Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PR); e João Paulo Kleinübing (DEM) concorre na chapa de Gelson Merisio (PSD) como vi­ce-governador.

Por outro lado, a abertura de vagas catarinenses na Câ­mara Federal coloca seis depu­tados estaduais na disputa por uma ascensão do parlamento estadual para o federal.

A distribuição dos candida­tos por partidos segue a mesma linha das nominatas estaduais, onde os grandes partidos privi­legiam candidatos experientes. Por outro lado, estão nas can­didaturas federais o maior nú­mero de mulheres que entram em uma disputa eleitoral pela primeira vez. No entanto, se­gundo informou o TSE, todos os partidos conseguiram cumprir a cota mínima de 30% de mu­lheres nas nominatas.

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