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Participantes do Folianópolis que tiveram celulares furtados fazem fila em delegacia

Nesta segunda-feira mais de 60 celulares foram entregues para seus donos

Colombo de Souza
Florianópolis
06/11/2017 às 18H21

A 1ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, no Centro, teve fila nessa segunda-feira (6). Os participantes do Folianópolis que tiveram seus aparelhos celulares furtados durante o evento foram até a delegacia para reaver seus aparelhos. No domingo eles realizaram o reconhecimento dos celulares na 5ª Delegacia de Polícia, mas só puderam levá-los para casa nesta segunda.  Durante todo o dia a delegacia se transformou num balcão de atendimento, organizando fila e distribuindo senhas. O brasiliense Luiz Costa, 43, conseguiu reaver o seu aparelho. 

>> Ministério Público decreta prisão preventiva de grupo que furtou celulares no Folianópolis

“Reconheci pelas marquinhas nas pontas, além de ter fotos minhas no aparelho”. Ele disse que foi furtado no segundo dia do evento. Costa usava a mesma bermuda vermelha com bolso lateral que vestiu para ir à micareta. Ele disse que o celular estava no bolso fechado com o botão e não entende como os ladrões conseguiram furtá-lo.  “Na hora não percebi nada. Mas graças a Deus consegui recuperá-lo”. O aparelho estava arranhando e sem a capa protetora.

Quase 200 aparelhos foram recuperados durante a operação - Polícia Civil/Divulgação/ND
Quase 200 aparelhos foram recuperados durante a operação - Polícia Civil/Divulgação/ND



Já o paranaense Roberto Fontes, 29, furtado na entrada do banheiro do Folianópolis, estava ansioso para reaver o telefone, levado no segundo dia da festa. “Tinha uma muvuca, um empurra-empurra na entrada do banheiro, não senti nada. Somente percebi o furto quando fui procurar o telefone no bolso”, relatou.  

Fontes passou domingo na 5ª DP, mas não encontrou o aparelho apreendido em poder da quadrilha formada por cinco mulheres e três homens, que teve a prisão preventiva decretada pelo Ministério Público de Santa Catarina nesta segunda-feira. “Falaram que a polícia também havia apreendido uma bolsa cheia de telefones no hotel onde a gangue se hospedou. Estou aguardando a minha vez para o reconhecimento”, destacou.

Agentes da 1ª DP distribuíam senhas para evitar tumulto. “Após identificar o equipamento, a vítima é orientada a se dirigir ao cartório da delegacia e comprovar o reconhecimento.  Pode ser pela senha, nota fiscal ou alguns detalhes que somente o dono do aparelho sabe”, explicou o delegado Eduardo Mattos.

Segundo o delegado, até às 15h de segunda haviam sido entregues mais de 60 celulares. O policial contou que muitas vítimas que viajaram para seus Estados de origem estão mandando fotos da nota fiscal para o e-mail da delegacia. Nestes casos, conforme Eduardo, o dono do aparelho pode fazer uma procuração para outra pessoa resgatar o telefone.  

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