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Paralisação de ônibus promete efeito cascata e consequências aos demais serviços públicos

Ato nacional programado para próxima segunda contra Reforma da Previdência é considerado ilegal pela Prefeitura de Florianópolis; sistema alternativo entrará em funcionamento

Fábio Bispo
Florianópolis
16/02/2018 às 09H51

Passado o Carnaval, o brasileiro entra na próxima semana ligado na pauta do Congresso Nacional. Mas antes mesmo de saber se a votação da Reforma da Previdência (PEC 287/2016) começa de fato na terça ou se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai arquivar a medida se não forem alcançados os 308 votos, na Grande Florianópolis, o maior impacto deve vir mesmo a reboque da paralisação de ônibus programada para começar a 0h de segunda-feira (19).

Desde 2014, as empresas Canasvieiras, Emflotur, Insular e Transol formam o Consórcio Fênix - Eduardo Valente/Arquivo/ND
Desde 2014, as empresas Canasvieiras, Emflotur, Insular e Transol formam o Consórcio Fênix - Eduardo Valente/Arquivo/ND


A categoria promete se unir à paralisação nacional chamada pelas centrais sindicais e suspender os serviços durante todo o dia. A Prefeitura anunciou transporte alternativo, a preços que variam entre R$ 7 e R$ 9, e cobra o cumprimento de 30% da frota mínima. Também foi anunciada uma multa de R$ 120 ao Consórcio Fênix por cada horário não realizado.

Mas além da paralisação do transporte público —que por si só já deve deixar a rotina da cidade bastante alterada—, trabalhadores da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) e servidores municipais também podem aderir ao movimento. A paralisaçãoainda deve afetar o comércio e demais órgãos públicos.

Também confirmaram paralisações o Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), orientando que “todos os trabalhadores da rede estadual de educação paralisem completamente as atividades nas escolas”, e o Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual e Privado).

Chamar a paralisação pelo transporte público foi uma estratégia do Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano) para conseguir maior mobilização social em torno das chamadas “pauta de lutas”, a exemplo do que ocorreu em outras paralisações, como a realizada contra a Reforma Trabalhista.

“Essa paralisação não é nossa, mas sim de todos os trabalhadores do país. E claro que parando o sistema de transporte se tem maior impacto. Sabemos que o que está em jogo é a Previdência de todos os trabalhadores”, manifestou Deonísio Linder, diretor do Sintraturb.

Vans foram autorizadas a fazer o transporte de passageiros durante a paralisação - Daniel Queiroz/ND
Prefeitura anunciou transportes alternativo durante a paralisação - Daniel Queiroz/ND



Prefeitura e CDL dizem não haver motivo justo para greve

O Secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Roberto da Silva, se reuniu com o prefeito Gean Loureiro (MDB) na tarde de quinta-feira (15) para discutir a paralisação. Por meio de assessoria de imprensa, o município informou que colocará em prática plano emergencial por meio de vans, ônibus escolares e carros de turismo. Os preços variam entre R$ 7 e R$ 9. A municipalidade também disse não reconhecer a paralisação como legítima e informou que aplicará multa com base na lei 034/1999, que regula o transporte público na cidade.

As entidades empresariais da cidade também se reuniram e devem se manifestar nesta sexta-feira (16) contra a paralisação. Segundo o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes e Lojistas) de Florianópolis, Lindomar Bison, diz que a paralisação tem cunho ideológico. “Essa é uma greve covarde, que se apropria de um serviço essencial. Essa greve devia ser em um fim de semana, sem afetar as pessoas”, disse afirmando ainda que em boa parte a paralisação é chamada por funcionários públicos do qual ele diz serem beneficiados com “regalias”.

Ainda segundo o presidente da CDL, o comércio na cidade deve funcionar normalmente e os trabalhadores devem negociar com seus patrões as condições de trabalho sem o transporte regular. “Por lei o empregador tem que fornecer o cartão de ônibus. O não comparecimento por qualquer motivo que seja não dá ao empregado o direito de receber pelo dia não trabalhado. Mas cada caso será tratado individualmente”, disse.

Até a tarde de quinta, o Ministério Público do Trabalho ainda não tinha sido oficiado da paralisação, o que deve ocorrer no mínimo 72 horas antes do ato. Procurado, o Consórcio Fênix não quis se manifestar.

Confira como funcionará o transporte alternativo:

Área Continental (R$ 7) saída do recuo, em frente o Terminal Rita Maria.

Área Central (R$ 7) e Leste da Ilha (R$ 9) saída embaixo da passarela, próxima as Casas da Água na Av Paulo Fontes.

Região Norte da Ilha (R$ 9) a saída do transporte é em frente o Camelódromo Central na Av Paulo Fontes.

Região do Sul da Ilha (R$ 9) a saída será ao lado do Terminal Cidade Florianópolis.

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