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Para salvar uma vida, basta doar 5 ml de sangue em campanha em Florianópolis

Cadastro para doadores de medula óssea estará disponível para os interessados nesta terça-feira, das 9h às 17h, no Terminal Integrado do Centro. Pessoas de 18 anos a 55 anos podem se cadastrar

Michael Gonçalves
Florianópolis
19/06/2017 às 20H28
Agente de crédito Joana Paula Fernandes fez o cadastro há dois anos - Flávio Tin/ND
Agente de crédito Joana Paula Fernandes fez o cadastro há dois anos - Flávio Tin/ND


Com apenas 5 ml de sangue, uma vida pode ser salva. Pensando assim, a Apar (Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina) e o Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) promovem nesta terça-feira (20), das 9h às 17h, no Ticen (Terminal de Integração do Centro), em Florianópolis, o cadastro de doadores de medula óssea. Qualquer pessoa, de 18 a 55 anos, pode se cadastrar. Em Santa Catarina, 69 pacientes estão esperando por um doador compatível.

A diretora geral do Hemosc, Denise Linhares Gerent, informou que a relação de compatibilidade é de uma para 100 mil pessoas. O Redome (Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea) tem o cadastro de 4,4 milhões de brasileiros. “Apesar do grande número de inscritos, a grande diversidade genética, por meio da miscigenação cultural da nossa população, dificulta a compatibilidade. Outro fator prejudicial é a falta de atualização dos dados cadastrais, que inviabilizam 25% dos transplantes”, explicou o diretora do Hemosc.

Pacientes vítimas de leucemias, linfomas ou tumores na medula precisam de um doador. Segundo Denise, os parentes são compatíveis somente em 25% dos casos. Pelo perfil genético, de 10% a 15% dos pacientes não encontraram o doador nem no cadastro mundial, que reúne mais de 30 milhões de pessoas.

“Percebemos a necessidade de aumentar o nosso cadastro com pessoas de origem indígena e dos afrodescendentes, porque algumas combinações genéticas são bem específicas. Em Santa Catarina, por exemplo, temos muitos doadores de origem europeia”, afirmou a diretora do Hemosc.

A agente de crédito Joana Paula Fernandes, 29, fez o cadastro há dois anos. Ela tomou conhecimento do processo em uma doação de sangue. Desde então, ela espera por uma ligação que pode salvar uma vida. “Imagino que não deva existir sensação de conforto maior quando você sabe que colaborou para curar uma pessoa”, ressaltou.

Quem faz o cadastro assina um termo se comprometendo a doar, para que o doente não fique frustrado com a desistência de uma pessoa compatível.

  

Objetivo da Apar é de cadastrar 10 mil novos doadores

A iniciativa do presidente da Apar, Juarez Alves Nunes, é a de cadastrar 10 mil doadores neste ano no Estado. Desde o início da campanha há três meses, 1.821 pessoas foram cadastradas. Nesta terça-feira (20), 20 voluntários farão a distribuição de folders e orientarão possíveis doadores sobre o cadastro de medula óssea.

O ônibus do Hemosc estará no local e os interessados poderão realizar o cadastro no local. “O processo todo, de cadastro a doação de sangue, dura menos de cinco minutos. Inicialmente são colhidos 5 ml de sangue, que será lançado no Redome. Em caso de compatibilidade, mais exames serão feitos para confirmar”, explicou Juarez.

 

Os números

30 milhões é o número de pessoas no cadastro mundial;

4,4 milhões de brasileiros são doadores de medula óssea;

175.750 catarinenses estão no cadastro nacional;

850 brasileiros estão à espera de um doador;

69 catarinenses estão na fila do transplante.

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