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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Pais alegam insegurança no campus e recorrem ao MPF contra educação física fora do Aplicação

Crianças e adolescentes estão desde fevereiro sem atividades práticas e universidade é orientada a contratar profissionais de apoio aos professores

Edson Rosa
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
Alunos do Colégio de Aplicação não podem utilizar a nova pista de atletismo da UFSC


Alunos do Colégio de Aplicação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) estão sem aulas práticas de educação física desde o início do ano letivo, em 9 de fevereiro. A suspensão é resultado de ação civil pública do MPF (Ministério Público Federal) em Santa Catarina, provocada por grupo de pais de alunos sob a alegação de falta de segurança no trajeto até o CDS (Centro de Desportos), na outra extremidade do campus, onde a estrutura disponível conta com ginásios cobertos, quadras polivalentes descobertas, campo de futebol oficial, piscina aquecida e uma nova e moderna pista de atletismo.

Sem local apropriado para as atividades físicas no próprio colégio, quando não são dispensados alunos e professores utilizam os horários para palestras e aulas teóricas na biblioteca ou sala de dança. De acordo com denúncia feita por grupo de pais ao MPF, alunos das séries iniciais seriam alvos fáceis da insegurança registrada em determinadas áreas do campus, motivo da ação assinada pela procuradora geral da República em Santa Catarina, Analucia Hartmann.

Na direção do colégio, a expectativa é que até o final deste mês as atividades práticas voltem a ser realizadas nas dependências do CDS. Segundo a diretora Josalba Ramalho Vieira, a procuradora já encaminhou ofício ao gabinete da reitora Roselane Neckel, com recomendações para garantir a segurança dos alunos durante o deslocamento ao Centro de Desportos.

Entre as recomendações, Josalba destaca a contratação de professor assistente e profissional para apoio logístico e técnico aos professores durante as atividades práticas. A diretora adianta que o processo burocrático está encaminhado e que as condições exigidas pelo MPF devem estar adequadas à realidade da instituição em, no máximo, mais um mês.

À espera do ginásio prometido

A solução definitiva, segundo a diretora Josalba Ramalho, será a construção do ginásio próprio nos limites dos muros do colégio. Uma das promessas da reitora Roselane Neckel durante a abertura das Olimpíadas do CA de 2014, em outubro, a obra foi anunciada na recente visita do ministro dos Esportes, George Hilton, no dia 26 de março, para inauguração da moderna pista olímpica de atletismo da UFSC.

Apesar do otimismo, Josalba sabe que se trata de projeto para o futuro. “Sabemos da importância da educação física e da prática desportiva, e as aulas suspensas este ano serão repostas até o calendário letivo ser readequado. Nossa expectativa é resolver logo a questão burocrática para nomeação destes profissionais”, diz.

A diretora entende, também, a ansiedade de meninos e meninas que ainda não experimentaram a moderna pista de atletismo da universidade, inaugurada com pompas pelo ministro. “Logo, todos estarão fazendo os testes físicos na pista”, garante.

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