Publicidade
Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 16º C

Padrasto engravida menina de 13 anos na Grande Florianópolis

Menina confessou que sofria abusos sexuais desde os nove anos de idade

Fábio Bispo
Florianópolis

A Justiça decretou, nesta quarta-feira (25), a prisão preventiva de um homem acusado de cometer abusos sexuais contra a filha da própria esposa durante quatro anos. A vítima, de 13 anos, está grávida. As relações começaram quando ela tinha apenas nove anos de idade. O padrasto,44, foi preso provisoriamente em Palhoça no dia 26 de junho e confessou o crime.

Durante quatro anos a menina viveu sob as fortes ameaças do padrasto. Mesmo grávida, ela escondia de toda a família a identidade do verdadeiro pai da criança. Os abusos aconteciam enquanto a esposa dele estava no trabalho. Como não tinha trabalho fixo, o homem aproveitava os horários em que ficava sozinho com a menina para praticar os abusos. O silêncio da criança, que hoje já é uma adolescente, pouparia a mãe das ameaças: “Se você contar alguma coisa eu mato a tua mãe”, dizia ele para a enteada. O casal estava junto há oito anos, e a esposa nunca desconfiou de nada durante este tempo.

O caso só veio à tona recentemente, depois que o próprio padrasto revelou a história para um pastor próximo da família. A mãe da menina descobriu e ele chegou a fugir para São Paulo e depois para Indaial, no interior do Estado. No dia 11 de junho, a polícia recebeu a denúncia do caso, e passou a monitorar os passos do homem.

As equipes de investigação prepararam uma artimanha e fizeram com que ele visse até a região novamente. “Quando ele voltou pra Palhoça o prendemos”, contou a delegada Marcela Goto, responsável pelo caso. Depois do padrasto preso, a vítima confessou que o filho que está esperando é mesmo dele.

Como enfrenta uma gravidez de risco, os policiais também acionaram o Conselho Tutelar de Palhoça para acompanhar o caso. A identidade do homem não foi revelada para poupar a identidade da vítima.

Outro pai é condenado pelo TJ

Ainda ontem, o a 3ª Câmara do Tribunal de Justiça manteve a condenação de um pai a pena de 14 anos de reclusão, em regime fechado, por crime sexual praticado contra a própria filha, de apenas dois anos.

Os autos dão conta de que a mãe saía às 4 horas da manhã para trabalhar e deixava a criança aos cuidados do pai que, às 7 horas, a levava para a creche. A criança começou a apresentar sintomas estranhos - inclusive sangramentos - e uma equipe multidisciplinar logo reuniu provas seguras que comprovariam os abusos.

“A negativa de autoria do apelante não encontra respaldo no contexto probatório, pois as lesões apresentadas pela vítima, atestadas por meio do laudo de sexualidade, e os depoimentos prestados pelas testemunhas não deixam dúvidas quanto à prática delitiva", anotou o desembargador Torres Marques, relator da apelação.  A votação foi unânime.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade