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Pacote de benefícios quer atrair empresas para a cidade de Biguaçu

Serão reduzidos e até zerados impostos e taxas como o IPTU e o Alvará para o investidor que gerar empregos na cidade

Marcos Horostecki
Biguaçu
16/02/2018 às 10H06

Entre as cidades catarinenses poucos municípios oferecem aos empresários e investidores uma localização tão estratégica quanto Biguaçu. Às margens da BR-101 e em breve servido pelo Contorno Viário, o município está distante 75 km do porto de Itajaí e menos de 25 km da Capital. A oferta de terrenos ainda é farta em meio aos seus mais de 330 quilômetros quadrados de área, mas ainda assim muita gente vê a cidade apenas como um dormitório para quem trabalha em São José ou Florianópolis. Para completar, a crise que atinge o País ainda causa reflexos e fechou 257 vagas de emprego no ano passado, segundo o Ministério do Trabalho.

Para aproveitar o potencial gerado pelo Contorno Viário, a prefeitura busca ampliar de três para quatro os acessos à rodovia - Marco Santiago/ND
Para aproveitar o potencial gerado pelo Contorno Viário, a prefeitura busca ampliar de três para quatro os acessos à rodovia - Marco Santiago/ND


Um projeto de lei, enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD), pretende mudar essa realidade. No ano passado, a cidade já havia reduzido a alíquota de ISS (Imposto Sobre Serviços) ao mínimo de 2%. A nova proposta oferece isenção de uma série de impostos, entre eles o IPTU e a taxa de Alvará, para quem se instalar em Biguaçu e abrir vagas de emprego. Segundo o prefeito, as regras de adesão ainda devem passar pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, mas ele espera aprovar o texto da lei nas próximas semanas, com apoio dos vereadores.

“Não queremos que as pessoas se mudem para cá e trabalhem em outra cidade. Queremos que as pessoas vivam em Biguaçu, que morem e tenham oportunidade de trabalho aqui”, argumentou Wollinger.

Num primeiro momento o prefeito não colocou meta de atração de novas empresas ou investimentos. Também não quer disputar empresas com outras cidades. Acredita que há oportunidades para todos os municípios da região. Não há, ainda, setores prioritários, embora pela proximidade com a BR-101, a cidade tenha recebido, nos últimos meses, novas empresas do setor de logística.

Incentivo ao setor de serviços deu certo

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostram que em 2017 a estratégia de baixar as alíquotas de ISS deu resultado. O setor de serviços foi o único que fechou o ano com saldo positivo (90 vagas). Vizinhos como Palhoça e Florianópolis, fecharam vagas nesse setor (599 e 3,5 mil respectivamente).

Os novos benefícios, no entanto, também devem se estender ao comércio, que fechou 106 vagas no ano passado e à construção civil, que o prefeito acredita estar em processo de retomada depois de ser duramente atingida pela crise. “Vamos receber em breve mais dois investimentos na área do varejo e é fundamental para que esses empreendimentos se mantenham que as pessoas tenham emprego na nossa cidade”, continuou.

Na medida em que atrai novas empresas, Wollinger também espera aumentar a arrecadação da cidade, mesmo com a concessão dos incentivos. Ele lembra, de outro lado, que a expansão populacional continua ocorrendo e com ela estão crescendo as demandas por serviços públicos. Sem atrair mais movimento econômico, ficará cada dia mais complicado fazer frente às necessidades da população.

Contorno Viário favorece expansão

Para que o Programa de Atração de Investimentos tenha sucesso, o prefeito considera um trunfo a construção do Contorno Viário de Florianópolis. A rodovia deve ter poucos acessos além das duas entradas para a BR-101, mas pelo menos três deles estão no território de Biguaçu. Wollinger quer pelo menos mais um, na região de Sorocaba, na antiga estrada que ligava Tijucas à Florianópolis. Essa região, segundo o prefeito, é rica em oportunidades para novos empreendimentos, tendo em vista a grande área de terra. “Já estamos discutindo essa possibilidade com a concessionária e acreditamos ser possível essa liberação, mesmo com o conceito da rodovia, de ser uma via mais rápida”, complementou.

Wollinger entende a conclusão do contorno como prioridade para a região. Por isso também pretende voltar a pressionar pela liberação de mais trechos da obra. “Devo levar a questão à associação dos municípios, buscando a mobilização dos prefeitos”, garantiu.

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