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Paciente denuncia condições precárias e superlotação no Hospital Regional de São José

Atendimentos e internações improvisados nos corredores são comuns na unidade, que é referência em cirurgias ortopédicas no Estado

Redação ND
Florianópolis
30/08/2018 às 11H40

O registro feito por um paciente mostra a superlotação do Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis. Atendimentos e internações improvisados nos corredores são comuns na unidade, que é referência em cirurgias ortopédicas no Estado.

Uma das pessoas internadas, que não teve o nome divulgado, gravou um vídeo explicando a situação. Ele disse que está internado há 20 dias esperando um procedimento no braço. “Acredito que uma cirurgia simples assim não deveria demorar tanto tempo. E sem poder sair, sem poder ver os familiares”, lamentou.

Hospital tem contado com outros estabelecimentos para cirurgias de menor complexidade - Reprodução/RICTV RECORD
Hospital tem contado com outros estabelecimentos para cirurgias de menor complexidade - Reprodução/RICTV RECORD


A reclamação por demandas ortopédicas não é exclusividade do paciente. A reportagem da RICTV encontrou casos de quem está internado há um mês. “Estou com uma fratura de fêmur. Ela é quase exposta. Desmarcaram, pois não tinham material, não tinha furadeira e leito”, relata outro homem no vídeo sem mostrar o rosto.
Donizete Mariano aguarda para retirar uma haste do braço. E não tem previsão de quando o procedimento será marcado.

“O diretor disse que leva em no máximo 10 a 15 dias, pois está faltando os fornecedores entregarem as hastes, mas estou há 28 dias aqui para retirar. E por que não é resolvido?”, ironizou Mariano.

O Hospital Regional tem sete salas de cirurgias. Em abril deste ano, uma delas foi destinada exclusivamente ao setor de ortopedia. A ação foi uma medida para tentar reduzir a fila de espera. Hoje, é a especialidade que tem maior demanda no hospital. Das 1.700 cirurgias realizadas por mês, cerca de 300 são de traumas.

Valdir Ferreira, diretor do hospital, diz que é impossível obedecer um cronograma, já que casos graves são prioridade nos atendimentos. “Há realmente cancelamentos de cirurgias menos complexas. Obviamente, que ele tem o direito de ser atendido. De ter seu problema resolvido. Por isso, que ele aguarda aqui no hospital até que se tenha a melhor oportunidade para a cirurgia”, argumentou Ferreira.

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