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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Os personagens da Ilha - o pandorgueiro maluco

No aniversário de Floripa, o jornal ND buscou os filhos da terra seguindo a rosa dos ventos. Valdir Agostinho representa o Leste

Aline Torres
Florianópolis
Fotos Marco Santiago/ND
O chapéu de disco voador com o galo intergaláctico é homenagem à Meyer Filho

Valdir Agostinho se faz de rogado. Nascido na Barra da Lagoa, teve educação rígida como a maioria dos manés. “Só poderíamos aceitar no terceiro convite”. Muitas propostas foram feitas. Por isso, esse filho da Ilha voou com suas pandorgas por vários cantos do mundo.

Mas depois de perambular, se deu conta: “Minha cultura é tão rica”. Num jogo de “multiplicidade artística”, passou a resgatar a cultura daqui. Pinta, compõe, cria do que recicla, e faz do brinquedo poesia:“Quando solto a pandorga, minha alma vai pelo fio.”

Conta que quando era menino, chamar de mané era ofensa, “dava pé de briga”, mas logo debocha: “O problema é que quando queremos parecer chique, falamos ‘colve’ e ‘brolcolis’. O maluco beleza – como desfilou no Carnaval - defende a originalidade dos ilhéus. “Temos que entender e brincar com nossa cultura - cadiquê toda genti caquí da Ilha tem parecença”.

Do alto da sua casa, a vista para a Lagoa da Conceição, sua grande inspiração, é panorâmica. De lá, viu jogarem a pandorga para pescar. Como gosta do contrário, pôs o objeto nos ares. No teto do atelier pendem bermúncias “elétricas” e peixes de frascos de alvejantes.

Todos os objetos encontrados na rua se transformam no seu atelier

Conheça os demais personagens:

A última parteira do Norte

O herdeiro dos mares

O descobridor de boitatá

Um cafezinho para o presidente

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