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Orçamento do município de São José prevê redução de gastos em 2018

Redução de gastos acompanha tendência que surgiu a partir da crise de 2015, mas algumas áreas, como educação, segurança e agricultura terão prioridade

Marcos Horostecki
São José
29/12/2017 às 10H39

Os vereadores de São José aprovaram e a prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) deve sancionar um orçamento 3,39% menor para 2018, em relação ao de 2017. Os gastos do município foram estimados em R$ 913 milhões, contra R$ 944 milhões no ano passado. Devem ser elevados os gastos com educação, previdência social, esportes, trabalho e agricultura. Haverá redução, no entanto, no orçamento da saúde, em função da concussão das obras da Policlínica Forquilhinha e também no orçamento para saneamento básico, cultura e gestão ambiental.

Em ordem de grandeza, o maior desembolso permanece em obras e urbanismo, com orçamento de R$ 227 milhões, educação com R$ 222 milhões e saúde com R$ 106 milhões. A cultura terá R$ 25 milhões, a habitação R$ 28 milhões e segurança pública R$ 25 milhões. As despesas com pessoal devem subir 4,68% em comparação com a Lei Orçamentária de 2017, chegando a R$ 331,5 milhões. A meta é não gastar mais do que 50,92% da Receita Corrente líquida, incluindo o pagamento dos terceirizados, que está estimado em R$ 11,7 milhões. Com a expectativa de que essa receita atinja R$ 650,9 milhões, o gasto com pessoal não pode passar de R$ 351, 5 milhões -54%. A prefeitura estima crescimento de 14% nas receitas, em comparação com 2017.

Cerimônia de inauguração da Policlínica será às 20h - Prefeitura de São José/Divulgação/ND
Com entrega da Policlínica, previsão de gasto em saúde ficou menor -  Prefeitura de São José/Divulgação/ND


Na sessão do Legislativo que aprovou a lei de 2018 para nortear os gastos do município, os vereadores da oposição reclamaram da derrubada de 75 emendas e da possibilidade de a prefeitura remanejar parte do orçamento de algumas áreas, como 5% de saúde e educação, 5% para alterações gerais, 10% para folha de pagamento e outros 10% para fundos, Câmara Municipal, fundações e São José Previdência. “Com a crise que estamos vivenciando, o município estima essa receita, mas não arrecada o valor. O executivo precisa remanejar despesas sem que dependa de nova autorização legislativa para atender as demandas diárias de São José”, justificou a vereadora Méri Hang (PSD), relatora da LOA 2018.

Oposição pede mais transparência

O remanejamento de verbas foi criticada pelo vereador Michel Schlemper (PMDB), que pediu maior transparência da prefeitura na execução do orçamento. "Seria favorável a dar autonomia ao Executivo se nós conseguíssemos acessar a execução orçamentária no site da prefeitura. Num orçamento estimado em R$ 900 milhões, que vai arrecadar 600, 620 milhões, nós vamos dar autorização para remanejar cerca de R$ 180 milhões", disse.

Segundo a prefeita, obras importantes estão previstas para 2018, como o Parque da Araucária, com entrega prevista para março, no aniversário da cidade. Também estão previstos três novos Centros de Educação Infantil - o CEI Potecas, CEI San Marino -Forquilhas), CEI Luar (Serraria) e a nova sede do CEI Nossa Senhora das Graças (Bela Vista.

“Temos projetos importantes em andamento como a revitalização do Centro Histórico, que está fase de licenças ambientais. Estamos construindo, também, um Plano de Saneamento para São José, para que possamos encaminhar à Câmara Municipal e ter um programa de saneamento aprovado na cidade”, contou.

Editoria de Arte - /ND
Editoria de Arte/ND



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