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Polícia Militar ocupa áreas conflagradas pelo tráfico de drogas em Florianópolis

Operação Mãos Dadas ocorre em comunidades no Centro, Continente e Norte da Ilha com o objetivo de frear a violência

Colombo de Souza
Florianópolis
20/08/2018 às 20H27
Policiamento a pé no Morro do Mocotó - Divulgação/ND
Policiamento a pé no Morro do Mocotó tem o objetivo de frear a violência em Florianópolis - Divulgação/ND

Desde sexta-feira, a Polícia Militar ocupa áreas conflagradas pelo tráfico de drogas em Florianópolis com a operação Mãos Dadas, deflagrada pelo comando geral da corporação. As ações ocorrem no Centro, Norte da Ilha e no Continente. A intenção do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, é frear a onda de violência. Neste ano, a Capital registrou 93 mortes violentas. Durante 2017, ocorreram 179. Mais da metade dos homicídios é atribuído ao tráfico de drogas.

No centro, o foco da Polícia Militar é o Morro do Mocotó, reduto da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense). No Continente, o policiamento ostensivo está sendo direcionado às comunidades Chico Mendes e Novo Horizonte, no bairro Monte Cristo. E no Norte da Ilha, a missão policial ocorre nas comunidades Vila União, Morro do Mosquito, Papaquara e Favela do Siri, cujas regiões são dominadas pelas facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e PGC. As ações ocorrem 24 horas por dia, com rendição das equipes no local de patrulhamento e não há data definida para o encerramento.

Na tarde desta segunda-feira (20) ocorreu comando de trânsito na rua Silva Jardim, na área central da Capital, onde carros suspeitos eram revistados e patrulhamento no Morro do Mocotó, com equipes a pé e de motocicleta.  “É uma operação de ações preventivas, associadas a ações de intervenção social por parte de diversos órgãos estaduais, municipais e algumas ONGs”, informou o comando geral, por meio da assessoria de comunicação.

Policiais que estavam em incursão no Morro do Mocotó contaram que a presença da polícia está sendo bem aceita. O oficial que coordena o policiamento na área central de Florianópolis contou que os moradores apoiam a polícia por que estão conseguindo dormir sem os constantes tiroteios no Mocotó entre os traficantes. Nestes primeiros dias, não ocorreram apreensões consideradas de drogas e nem de armas. Apenas foram cumpridos vários mandados de prisão.

 

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