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Operação Ferrolho fiscaliza mais de 300 pontos de divisa e de fronteira em Santa Catarina

Foram 1.483 policiais militares dos três estados, além dos inspetores da PRF. Objetivo foi testar o tempo resposta para o fechamento das divisas em momentos de crise

Michael Gonçalves
Florianópolis
01/03/2018 às 21H16

Durante 12 horas nesta quinta-feira (1º), das 6h às 18h, as polícias Militar e Rodoviária Federal realizaram uma mega operação em mais de 300 pontos de divisa e de fronteira em Santa Catarina. A ação denominada Ferrolho contou com a participação das polícias do Paraná e do Rio Grande do Sul, além da PRF (Polícia Rodoviária Federal), e teve como objetivo integrar as forças de segurança dos estados do Sul e testar o tempo resposta para o fechamento das divisas em momentos de crise. A operação teve um fato negativo que foi a morte de um policial ambiental, o aluno cabo Rafael Massoco, 37, morreu por afogamento no lago da Usina de Machadinho (RS), no limite com o município de Piratuba, no Oeste do Estado.

Operação Ferrolho  - Rodrigo Cardozo/RICTVRecord/ND
Foram 1.483 policiais militares dos três estados, além dos inspetores da PRF- Rodrigo Cardozo/RICTVRecord/ND



Foram 1.483 policiais militares dos três estados, além dos inspetores da PRF. “O nosso setor de inteligência fez o mapeamento das fronteiras de Santa Catarina durante três meses. Cada trilha ou passagem fluvial foi identificada e fiscalizada. Além de bloquear a nossa fronteira e de fortalecer a sensação de segurança, o objetivo é investigar o grande volume de informação gerado pelos criminosos e contrabandistas em função do nosso movimento”, informou o comandante geral da PMSC, coronel Carlos Alberto Araújo Gomes.

Além das fronteiras, os aeroportos e principais terminais rodoviários também foram fiscalizados. No terminal Rodoviário Rita Maria, na capital catarinense, um cão farejador da PM encontrou entre as bagagens de um ônibus proveniente do Rio de Janeiro nove pacotes da droga conhecida como skunk. Segundo o coronel Araújo Gomes, os oito quilos da droga equivalem a R$ 250 mil.

O comandante também relacionou o cumprimento de um mandado de prisão contra um traficante de Goiás, com ligações com facções do Rio de Janeiro, em Balneário Camboriú. “Agora, sabemos quanto tempo conseguiremos mobilizar a tropa para fechar o Estado em momentos de crise. Assim, Santa Catarina passa a ser desinteressante para as facções criminosas, porque novas operações acontecerão”, comentou o secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior.

A Operação Ferrolho teve um custo, segundo o secretário Alceu, de R$ 30 mil.

 

Cabo Massoco após acidente com embarcação em lago de usina no Oeste

O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, tenente-coronel Fábio Henrique Machado, informou que o aluno cabo Rafael Massoco, 37, morreu após a embarcação colidir contra uma pedra. Além do aluno cabo, outros dois militares também estavam no barco modelo pantaneiro.

“Os policiais estavam fiscalizando a divisa do Estado com o Rio Grande no Sul no lago da usina de Machadinho quando a embarcação colidiu com uma pedra. Infelizmente, o nosso policial Massoco não teve força física para nadar nas águas turbulentas. Ele estava fazendo a segurança dos outros policiais e vestia o colete tático. Não há como usar os dois coletes”, justificou o tenente-coronel Henrique.

Massoco estava na Polícia Militar há seis anos e pertencia a unidade de Herval d’Oeste.

Operação PM. Secretário Alceu (à dir.) destaca planejamento antecipado - Marco Santiago/ND
Secretário Alceu (à dir.) destaca planejamento antecipado - Marco Santiago/ND



 

Ação não foi resposta a intervenção no estado do Rio de Janeiro

O secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, afirmou que a operação Ferrolho não tem ligação com a intervenção do Governo Federal no Estado do Rio de Janeiro. “A nossa operação foi pensada e planejada muito antes da intervenção do Rio de Janeiro e, por isso, não se trata de uma resposta. Mesmo assim, não é novidade que Santa Catarina mantém a situação da criminalidade sob controle com ações periódicas contra as organizações criminosas”, justificou o secretário.

A operação deve desencadear a abertura de vários procedimentos investigatórios pela Polícia Civil. O delegado geral da polícia judiciária catarinense, Marcos Ghizoni, acredita que o resultado vai aparecer em médio prazo. “O fruto desta operação vai aparecer nas nossas investigações. O objetivo é identificar as rotas do tráfico de drogas e de armas, além do contrabando, porque percebemos a quantidade de material que passa pelas nossas divisas e fronteiras”, concluiu.

O coronel Araújo Gomes informou que somente em Florianópolis, em 2017, 350 armas foram apreendidas, sendo que 90% delas eram de calibre proibido e 30% de fabricação estrangeira.

  

O efetivo utilizado

PMSC – 1.160 policiais em 300 viaturas e quatro aeronaves;

PMRS – 102 policiais em 29 viaturas e uma aeronave;

PMPR – 191 policiais em 59 viaturas e nove motocicletas;

PRF – 30 inspetores em 15 viaturas.

Fonte: Polícia Militar de Santa Catarina  

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