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Operação da PMA mira extração ilegal de madeira em Santa Catarina

Até esta quinta-feira, 326 estabelecimentos foram fiscalizados no Estado e 53 Autos de Infração Ambiental foram emitidos

Redação ND
Florianópolis
29/06/2018 às 17H38
Durante o primeiro semestre de 2018, a PMA elencou mais de 2.500 estabelecimentos que atuam na área e realizam o beneficiamento primário e secundário da madeira - PMA/Divulgação/ND
A PMA elencou mais de 2.500 estabelecimentos que atuam na área e realizam o beneficiamento primário e secundário da madeira - PMA/Divulgação/ND


A PMA (Polícia Militar Ambiental) de Santa Catarina realizou entre esta segunda (25) e sexta-feira (29), em todo o Estado, a operação Serra Fita, que tem como objetivo fiscalizar madeireiras que realizam o processamento primário de madeira e avaliar a conformidade dos processos documentais e operacionais relacionados ao meio ambiente. Participaram da operação 130 policiais ambientais por dia, além de sessenta viaturas.

De acordo com a PMA, até esta quinta-feira foram contabilizados 326 estabelecimentos fiscalizados. Desse total, foram emitidos 53 Autos de Infração Ambiental. Durante o primeiro semestre de 2018, a PMA elencou mais de 2.500 estabelecimentos que atuam na área e realizam o beneficiamento primário e secundário da madeira. 

Operação visa coibir a comercialização de madeiras extraídas ilegalmente da Amazônia no Estado - PMA/Divulgação/ND
Operação visa coibir a comercialização de madeiras extraídas ilegalmente da Amazônia no Estado - PMA/Divulgação/ND


A operação também visa coibir que madeiras extraídas ilegalmente da Amazônia sejam comercializadas em Santa Catarina, o que credencia o Estado com o título de “amigo da Amazônia”, mediante a inspeção das madeiras em todos os 295 municípios do Estado, contando com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente da Amazônia.

A extração e comercialização ilegal da madeira pode causar inúmeros impactos negativos de amplo alcance ambiental, social e econômico. “Informalidade no trabalho de extração da madeira, transporte e beneficiamento, proporciona, por vezes, a utilização de menores em trabalho forçado ou até mesmo a exposição de pessoas ao trabalho análogo ao de escravo”, destacou a PMA.

Segundo a polícia ambiental há também um prejuízo social coletivo, pois além da utilização de recurso ambiental, quem se apropria da madeira nativa sem as devidas autorizações está deixando de arrecadar recursos de taxas ambientais destinadas à conservação e fiscalização do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida de todos.

Para o próximo semestre, a PMA planejou três operações semelhantes à "Serra Fita", voltadas para outros setores econômicos. A intenção é conscientizar e adequar as empresas às normas ambientais vigentes, para garantir a preservação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais.

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