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Operação da PF apura concessão irregular de benefícios do INSS em Santa Catarina

Perito médico atendia pessoas fora da agência da Previdência e criava dados falsos para fraudar o sistema

Redação ND
Florianópolis
30/08/2018 às 11H36

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (30) a Operação Sangrando, que apura fraudes na concessão de benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Mandados judiciais foram cumpridos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul - Polícia Federal/Divulgação/ND
Mandados judiciais foram cumpridos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul - Polícia Federal/Divulgação/ND



De acordo com a PF, a força-tarefa é realizada em parceria com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda e tem o objetivo de desarticular uma ação criminosa que fazia concessões irregulares de Auxílio-Doença e de Aposentadoria por Invalidez.

Ao todo, 44 policiais federais e dois servidores da Inteligência Previdenciária cumprem 11 mandados judiciais em Blumenau, em Santa Catarina, e nas cidades de Cruz Alta e Tupanciretã, no Rio Grande do Sul.  São dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária contra um servidor da Previdência.

Conforme a PF, as investigações começaram em 2017 e levaram à identificação de um perito médico previdenciário, lotado na agência da Previdência Social de Blumenau, que realizava atendimentos a pessoas específicas fora da agenda oficial. Em ação combinada com essas pessoas, dados falsos eram inseridos no sistema da Previdência a fim de emitir irregularmente os benefícios.

A polícia apurou que muitos desses falsos beneficiários mantinham algum tipo de relacionamento. Em um caso, por exemplo, dezesseis pessoas pertencem a um mesmo grupo familiar.

A Justiça Federal decretou a suspensão do exercício da função pública do perito médico e a interrupção dos pagamentos dos benefícios previdenciários fraudulentos, evitando um prejuízo futuro de quase R$ 26 milhões .

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no sistema da Previdência e associação criminosa.

Conforme a PF, o nome da operação, “Sangrando”, é uma conotação ao prejuízo causado aos cofres públicos, que sangram com esse tipo de fraude.

Um dos investigados é perito do INSS, que teve decretada a suspensão do exercício da função pública - Polícia Federal/Divulgação/ND
Um dos investigados é perito do INSS, que teve decretada a suspensão do exercício da função pública - Polícia Federal/Divulgação/ND



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