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Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
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Oferta de imóveis para locação cresce 50% na Grande Florianópolis

Debate entre imobiliárias de 15 Capitais do país discutem a expansão do setor e as vantagens para investidores e locatários

Redação ND
Florianópolis

A oferta de imóveis para locação na Grande Florianópolis cresceu 50% em relação aos últimos três anos e acompanha crescimento do país. Os dados da RAL (Rede Avançada de Locação), rede que integra imobiliárias líderes de 15 Capitais do país, com base na imobiliária Ibagy, integrante da rede no Estado, indicam um crescimento ainda maior na região para os próximos dois anos, de cerca de 20%. O assunto é tema de debate no evento promovido em Florianópolis que encerra hoje e discute com empresários de imobiliárias integrantes da RAL a expansão do setor.

Marco Santiago/ND
Empresários discutem o cenário do setor imobiliário no país

 

Na Capital o crescimento é equivalente em praticamente todos os bairros, com exceção do bairro Trindade onde as ofertas são mais escassas em função da proximidade com a Universidade e a constante busca de estudantes por imóveis na região. Uma das principais causas para o aumento da oferta é a Lei do Inquilinato, em vigor desde 2010 no país.

A regulamentação deu mais segurança jurídica ao locador, principalmente nos casos de inadimplência. O processo de despejo com trâmite burocrático lento, que levava em média 18 meses para ser resolvido, hoje está mais ágil, podendo ser resolvido em até seis meses. Outro fator positivo é a grande quantidade de imóveis em construção destinados à locação.

O crescimento é bom para proprietários, investidores e inquilinos. Para os empresários, há mais opções de investimento e segurança. O locatário ganha com a variedade de imóveis e diferentes opções de preços, além de conseguir valores mais estáveis, com reajustes anuais de acordo com o período.

Momento de harmonia no setor imobiliário

O reajuste do aluguel é anual e com base no IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado). A data base do reajuste varia de acordo com a data do contrato. Por enquanto não haverá redução, mas segundo o empresário Leandro Ibagy, integrante e representante da RAL em Santa Catarina, os inquilinos podem esperar mais variedade e estabilidade.

Ele explica que por causa de um déficit habitacional no setor imobiliário, que ainda se mantém entre R$3 milhões e R$4 milhões no país, não é possível afirmar que haverá uma redução nos próximos anos. Mas os contratos firmados a partir de 2013 já serão renovados sem aumento real, apenas com a correção do período com base no IGPM, com média de 5%. “Em algumas regiões pode ocorrer de maneira diferente, mas hoje há equilíbrio.O locatário não deve mais sofrer com reajuste altos, entre 20% e 40% como ocorria antes. É um momento de harmonia e oferta com capacidade plena de atendimento à demanda”, afirmou.

A situação no mercado nacional é semelhante à da região da Grande Florianópolis.  No Rio Grande do Sul, por exemplo, o crescimento foi de 90%, em São Paulo 30% e no Paraná 100%. Apesar do crescimento, os empresários afirmam que o aumento da oferta não significa risco de “bolha imobiliária”. Eles garantem que o crescimento é sustentável. Um dos fatores que apontam para isso é o percentual de crédito imobiliário em relação ao PIB, menor que 8%.  Segundo Ibagy os países que sofreram com bolha tinham esse índice entre 80% e 115%. “Não corremos esse risco, as construtoras já atingiram seu pico de produção. Uma bolha ocorre pela supervalorização e não é o caso do nosso país”, justifica. 

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