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Obras em galeria pluvial da Via Expressa, conhecida como Cracolândia, começam esta semana

Enquanto os trabalhos no limite entre Florianópolis e São José não têm início, moradores de rua utilizam estruturas de concreto como abrigo

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
31/07/2018 às 21H55

As obras de prolongamento da galeria pluvial da BR-282 (Via Expressa), na rua Josué Di Bernardi, no limite entre os municípios de Florianópolis e São José, local conhecido como Cracolândia, devem começar ainda esta semana, de acordo com a superintendência do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Santa Catarina. Enquanto os trabalhos não começam, moradores de rua e usuários de drogas têm utilizado as aduelas de concreto pré-moldado como abrigo.

O fiscal do contrato das obras de manutenção da BR-282, engenheiro Huri Alexandre Raimundo, informa que a empresa responsável pela obra colocou as aduelas de concreto pré-moldado no local já visando o início dos trabalhos nesta semana. Pelo contrato de manutenção, a empresa realiza trabalhos como roçada e limpeza em um trecho localizado entre as cabeceiras da ponte até o quilômetro 114 da BR-282. “Não tenho como precisar a data, mas estamos aguardando a empresa trazer os equipamentos necessários para realizar o serviço, pois será necessário desviar o curso da água, além de um serviço de escavação para que possamos descer a tubulação”, explica.

Estruturas de concreto que serão utilizadas na obra foram colocadas no local na última sexta-feira (27) - Foto: Marco Santiago
Estruturas de concreto que serão utilizadas na obra foram colocadas no local na última sexta-feira (27) - Foto: Marco Santiago


Raimundo relata ainda que, tecnicamente, a obra estimada em aproximadamente R$ 60 mil já começou com a fabricação das aduelas pré-moldadas, que precisaram de um prazo de 28 dias para cura do concreto, e foram colocadas no local na última sexta-feira (27). “Vamos fechar a vala a céu aberto existente e prolongar a galeria pluvial por 12 metros e aplainar aquele local com um aterro. Serão 15 a 30 dias de trabalho. Depois, as prefeituras de Florianópolis e São José devem definir como farão o trabalho de urbanização da área” completa.

Comerciante pede fechamento de vãos entre pilares

Enquanto as obras não começam no local, as estruturas de concreto pré-moldado chamam atenção dos vizinhos, que contam os dias na esperança de ver resolvido um velho problema, o acúmulo de lixo. No local, moradores de rua improvisam a separação do lixo para retirada de materiais como ferro e plástico, que são revendidos nas proximidades.

Comerciante Antonio Nascimento convive com os problemas no local. - Foto: Marco Santiago/ND
Comerciante Antonio Nascimento convive com os problemas no local. - Foto: Marco Santiago/ND


Estabelecido na rua Josué Di Bernardi, o comerciante Antônio Nascimento já perdeu as contas de quantas vezes telefonou para o Dnit pedindo uma solução para os problemas do viaduto e imediações. “É complicado. Você quer ajudar, mas as pessoas não querem ser ajudadas”, falou Nascimento, que já estacionou carros na marginal para evitar que o espaço seja ocupado por lixo e acabou multado pela Polícia Rodoviária Federal.

Uma das solicitações foi o fechamento dos vãos existentes entre os pilares do viaduto. O espaço é utilizado como esconderijo por moradores de rua que circulam na região e aproveitam para consumir drogas. De acordo com o engenheiro Huri Alexandre Raimundo, o Dnit estuda uma solução para o caso, mas reconhece que não se trata de uma tarefa fácil. “Temos um talude inclinado e um problema do ponto de vista técnico, pois uma intervenção pode provocar um risco para a estrutura”, explica. Fechar os vãos existentes com material de alvenaria, como sugere Nascimento, não seria suficiente. “Os usuários de drogas quebrariam a alvenaria e entrariam naquele espaço”, justifica. Além disso, a solução também precisaria estar contemplada em um novo contrato de manutenção.

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