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Obras do sistema de despoluição avançam na Avenida Beira-Mar Norte

Estrutura de concreto estão espalhadas pelo calçadão e deverão ser implantadas nos próximos 20 dias

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
12/08/2018 às 21H18

Enormes estruturas de concreto chamam atenção de quem circula pelo calçadão da avenida Beira-Mar Norte. Elas fazem parte das obras de despoluição de trecho da baía Norte. A Casan pretende tornar balneável um trecho de três quilômetros entre a GBS (Guarnição de Buscas e Salvamento) do Corpo de Bombeiros, próximo à ponte Hercílio Luz, e a Ponta do Coral.

Obras do sistema de despoluição na Avenida Beira-Mar Norte - Marco Santiago / ND
Obras do sistema de despoluição na Avenida Beira-Mar Norte - Marco Santiago / ND



São 15 estruturas colocadas em pontos estratégicos ao longo da avenida, que deverão permanecer nos locais pelos próximos 20 dias. À medida que os trabalhos avançarem, as estruturas serão aterradas, sem atrapalhar a paisagem da Beira-Mar após a conclusão das obras de balneabilidade.

As estruturas vão acondicionar as válvulas que evitarão a saída da água poluída (chuva e esgoto) para o mar, bem como a entrada de água da baía no sistema de despoluição. Assim, toda a água contaminada da rede de drenagem será encaminhada para a URA (Unidade Complementar de Recuperação Ambiental), que tem capacidade de tratar até 150 litros por segundo, o equivalente a quase 13 milhões de litros por dia.

A URA será instalada junto à Estação Elevatória da Casan, na área conhecida como “bolsão”, na Beira-Mar. De acordo com a assessoria de imprensa da Casan, as obras estão na fase de implantação da rede coletora de água poluída (chuva e esgoto), que terá 3,5 quilômetros de extensão. Atualmente, 2,4 quilômetros de rede já foram implantados.

O plano de trabalho prevê que cada uma das saídas da rede de drenagem pluvial (tubulações de cimento) terá um sistema próprio de captação e bombeamento. Assim, 15 pequenas estações elevatórias conduzirão esta mistura de chuva com esgoto até a URA Beira-Mar. Desinfetada e clarificada, a água será lançada na baía Norte.

As obras que começaram em março estão orçadas em R$ 24,5 milhões. O cronograma dos trabalhos segue sem alterações, com término previsto para novembro. Após essa data, a Casan deve fazer os testes de água para verificar a balneabilidade da área afetada. A projeção é de que todo o sistema esteja em operação antes do início da temporada de verão de 2019.

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