Publicidade
Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018
Descrição do tempo
  • 31º C
  • 22º C

Obras de balneabilidade da Beira-Mar Norte entram na reta final

Empresa contratada deu início a montagem da estação de tratamento das águas poluídas de galerias pluviais

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
05/12/2018 às 21H28

As obras do projeto da balneabilidade do trecho da baía Norte na avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, entraram na reta final com o início da montagem da URA (Unidade Complementar de Recuperação Ambiental), junto ao bolsão da Casan. Com investimento de R$ 17 milhões, a obra pretende tornar balneável 3,5 quilômetros de praia localizada entre a GBS (Guarnição de Buscas e Salvamento) do Corpo de Bombeiros, próximo à ponte Hercílio Luz, e a Ponta do Coral.

A URA funcionará como uma estação de tratamento de água contaminada com sujeira das ruas e de esgoto clandestino que é carregada pelas galerias pluviais com a água da chuva em direção à baía será bombeada até a unidade. No local, é feita a remoção dos organismos indicadores de contaminação que prejudicam a balneabilidade.

Montagem da URA deverá ser feita ao longo do mês de dezembro - Foto: Flávio Tin/ND
Montagem da URA deverá ser feita ao longo do mês de dezembro - Foto: Flávio Tin/ND



O equipamento foi pré-fabricado em Capinzal, no Meio-Oeste, na sede da Fast, empresa contratada para o projeto. As peças já foram transportadas até o bolsão da Casan, onde já funciona uma estação elevatória de bombeamento de esgoto. No mesmo terreno, que foi ampliado, a URA será montada ao longo do mês. “Essa é uma das etapas mais importantes do projeto”, define o engenheiro da Casan, Pery Fornari Filho.

A URA é composta por diferentes tanques e estruturas que servirão tanto para recepção das águas poluídas, quanto para limpeza. A estrutura tem capacidade para tratar até 150 litros por segundo. A água captada e direcionada para a URA será submetida a dois sistemas de tratamento: flotação e desinfecção por ultravioleta.

No sistema de flotação, o ar saturado de oxigênio (dissolvido) é injetado no tanque, gerando microbolhas que farão com que a sujeira fique suspensa na água, retendo alguns microrganismos, além de parte da matéria orgânica e dos nutrientes. No sistema de desinfecção por ultravioleta, as bactérias, germes e coliformes presentes na água serão eliminadas por meio de radiação. “É uma tecnologia nova, pouco utilizada, mas é um processo mais moderno, específico para um projeto desenvolvido com essa ótica”, explica o engenheiro.

Primeiros testes serão realizados em fevereiro

Desenvolvido por técnicos da Casan, o projeto de balneabilidade conta com a descontaminação da água do mar como ponto principal para criar na região um polo de lazer, com reflexos na economia e no turismo da Capital. As obras começaram em março deste ano com a implantação da rede de captação da água da chuva e com a instalação de estruturas de concreto em 15 saídas ao longo da orla.

Nessas estruturas, válvulas importadas dos Estados Unidos serão instaladas. Das 15 estruturas de concreto, 13 já foram implantadas. 

Com formato de bico de pato, as válvulas atuarão como estações de bombeamento em cada uma das saídas de galeria pluvial. Desta forma, a água poluída captada será bombeada até a URA, onde será tratada e clarificada antes de ser despejada ao mar. Estancada a origem de contaminação, a obra começa a tornar balneável a praia. 

Publicidade

2 Comentários

Publicidade
Publicidade