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"O PSDB não vai se meter", diz Marcos Vieira sobre fim da aliança entre PSD e PMDB

Para o presidente do partido em Santa Catarina, os tucanos devem apresentar nome próprio em vez de se aliar a uma dessas siglas para disputa pelo governo do Estado em 2018

Redação ND
Florianópolis
20/12/2016 às 21H25

Em meio a declarações sobre ruptura entre PSD e PMDB para a disputa pelo governo do Estado em 2018, o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, defende que os tucanos não teriam de se aliar a um dos lados como instinto de sobrevivência. Para Vieira, o resultado das eleições municipais credenciaria o PSDB a apresentar nome próprio.

O tucano classificou como “desembarque camarão” a possível saída do PSD do governo do Estado, defendida por nomes como do deputado Gelson Merisio (PSD). “Retira-se a cabeça, os secretários. Mas os diretores e comissionados permanecem no governo”, explicou Vieira.

As reações começaram após uma entrevista de Merisio ao Notícias do Dia, publicada quinta-feira. Na edição de ontem, o vice-governador Eduardo Moreira, também ao ND, não confirmou o desembarque, que classificou como provocação.

Relator da matéria, Marcos Vieira (PSDB) alertou sobre despesas com folha de pagamento - Luis Debiasi/Agência AL
Marcos Vieira (PSDB) defende candidato tucano para disputa em 2018 pelo governo do Estado - Luis Debiasi/Agência AL

 

Como o PSDB planeja 2018?

Colocamos quatro metas para o PSDB até 2018. As três primeiras foram cumpridas com o resultado das eleições municipais. Somos o terceiro em estrutura partidária no Estado, o PSDB está presente em 291 dos 295 municípios. Em apenas um ano, fizemos mais de 10 mil filiações, totalizando 105 mil. A última meta será em 2018, quando chegaremos com nome próprio para a disputa pelo governo do Estado. Dos 25 principais municípios, o PSDB elegeu sete prefeitos. Já o PMDB e PSD conseguiram seis cada. O PSDB não está mais próximo do PSD ou PMDB. Está próximo de si. O PSDB vai prosseguir em seu projeto regional e apresentar candidato próprio. Conseguimos credenciais para disputar em igualdade com outros partidos a eleição de 2018.

Como observa declarações de ruptura entre PSD e PMDB?

O PSDB não vai colocar a colher nesta briga. É um casamento antigo. Se quiserem se separar, que não envolvam terceiros. Não é verdade que temos de estar com um dos partidos. Lembra aquela história de um jogo na Copa de 1958? O técnico teria dito para Garrincha driblar três da defesa da Rússia e cruzar para o Mazzola marcar o gol. ‘Faltou combinar com os russos’, ouviu como resposta. Pode o PMDB ou PSD apoiar o PSDB? É possível, vamos ter candidato competitivo. Por que não praticar gesto de gratidão? PMDB está no poder porque em 2002 recebeu nosso apoio na eleição do Luiz Henrique da Silveira. Só não apoiamos em 2014, quando os dois partidos que estão no governo se aliaram com o PT nacional. O PMDB já promoveu gesto de gratidão duas vezes ao PSD. Está na hora de um gesto com o PSDB.

Um dos nomes que defende a ruptura é Gelson Merisio...

Vai ser um ‘desembarque camarão’. Retira a cabeça, que seriam os secretários. Mas diretores e comissionados continuam todos no governo. Como fizeram durante o governo [Leonel] Pavan e de Luiz Henrique da Silveira. Vou questionar publicamente o Merisio. Quer dizer que em 2018 o PMDB não servirá mais? Por que não deixar o governo agora? Em 2017 ainda vai servir? Não entendo as declarações... O PSDB saiu em 2014 na sua totalidade.

Como se encaminha a aproximação com o governo do Estado?

Existe um grupo dentro do PSDB que apoiaria participar do governo. Mas há divisão. Em nível federal, o PMDB chamou o PSDB para sustentar o governo. Aqui no Estado, o governador percebeu dificuldades nas pastas da Saúde e Turismo e nos chamou para ajudar. Estou deixando o fruto madurar para ver de que lado vai cair... O partido está forte, estruturado. Não podemos nos prejudicar por ação de terceiros. Na hora oportuna vou me manifestar. Primeiro vamos conversar, negociação conversada sai mais barato.

O PSDB nacional tem divisões entre nomes como Aécio, Alckmin, Serra. De que lado ficaria a sigla catarinense?

Que bom que temos estes nomes. Que se manifesta saudade até de Fernando Henrique Cardoso. Ruim é quando não tem nome. O PSD tem liderança para disputar a Presidência? Não. O PP, PMDB também não... O PT tem apenas o Lula, que está em queda. Que bom que temos nomes, mostra um partido plural que cria lideranças nacionais. Em Santa Catarina não seria diferente, com Paulo Bauer, Pavan, o meu nome também, Dalírio Berger... PSDB tem projeto, sabe o que quer, aonde vai chegar e de qual forma.

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