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Número de obesos no país cresceu 60% na última década, diz pesquisa do Ministério da Saúde

Florianópolis é a capital com o menor índice de pessoas com excesso de peso da região Sul

Dariele Gomes
Florianópolis
17/04/2017 às 22H58

Nos últimos dez anos, o Brasil teve um crescimento de 60% dos casos de obesidade: passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. Excesso de peso também cresceu entre a população, de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa ouviu 53.210 pessoas com mais de 18 anos em todas as capitais do país. Florianópolis é a capital com o menor índice de pessoas com excesso de peso da região Sul: são 48,8% da população adulta - Curitiba tem 54,2% e Porto Alegre 54,9%. Rio Branco (AC) tem a maior prevalência de excesso de peso, com 60,6%. Já a capital do Tocantins, Palmas, foi apontada com o menor índice, 47,7%.

A pesquisa mostra que os homens estão mais acima do peso: passou de 47,5% para 57,7% no período. Entre as mulheres, o índice passou 38,5% para 50,5%. A pesquisa alerta por meio de dados para a prevalência alta da obesidade mesmo entre mais jovens, pessoas de 25 a 44 anos.

O crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento dos casos de diabetes e hipertensão. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016, aumento de 61,8%. Os casos de hipertensão passaram de 22,5% para 25,7%.

O advogado César Genovez, 63 anos, que é diabético, começou a se mexer. Acompanhado do irmão Roberto Genovez, 51 anos, ele se exercita na academia ao ar livre da avenida Beira-Mar Norte. “Venho seguidamente aqui. Não dá para ficar parado. Meu irmão é meu personal, faz o exercício comigo enquanto conversamos”, conta.

Para a nutricionista Sandra Moraes, professora da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), cada caso é um caso e deve ser levado a um profissional da área. “A obesidade é definida pelo que você consome e seu gasto energético. Por isso, a alimentação pode variar de uma pessoa para a outra. Quanto ela ingere e qual o seu gasto energético”, explica.

Os irmãos Genovez fazendo exercícios em busca de mais saúde - Marco Santiago/ND
Os irmãos Genovez fazendo exercícios em busca de mais saúde - Marco Santiago/ND



A busca por hábitos saudáveis no dia a dia

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão saiu de 67,5% em 2012 para 61,3% este ano. E apenas um entre três adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9%, e agora é de16,5%.

Conforme a antropóloga e historiadora Ana Lúcia Coutinho, 61 anos, que ontem à tarde se exercitava na avenida Beira-Mar Norte, a atividade física lhe faz bem para o corpo, e consequentemente à alma. “Venho aqui todos os dias, pelo menos uns 30 minutos. Procuro me alimentar de forma saudável e manter a periodicidade dos exercícios, todos os dias”, diz.

Ana Lúcia Coutinho está sempre na ativa - Marco Santiago/ND
Ana Lúcia Coutinho está sempre na ativa - Marco Santiago/ND



PARA SE MANTER NO PESO

Dicas da nutricionista Sandra Moraes

Restringir as calorias, no caso de excesso

Fracionar em pequenas porções seis refeições por dias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia)

Incluir de três a cinco frutas ao dia, sendo uma delas rica em vitamina C (limão, tangerina, laranja, goiaba branca, kiwi ou acerola). Essas frutas são antioxidante, o que numa pessoa com alguma doença crônica, como obesidade, evita o envelhecimento celular

Ingerir diariamente uma fruta vermelha, por serem flavonóides, ou seja, auxiliam na circulação do sangue. Pode ser inserida através de 150 ml de suco de uva integral, sem adição de açúcar ou adoçante

Ingerir diariamente duas porções (equivalente a um pires) de salada e legumes

Ingerir diariamente duas colheres de sopa de grãos integrais (chia, aveia em flocos, quinoa em flocos, gergelim ou psyllium) que promovem mais saciedade e controlam a glicose

Os termogênicos também podem ser inseridos no dia a dia, pois aceleram o metabolismo. Podem ser encontrados na canela, chá verde, chá branco, gengibre e erva-mate. Devem ser consumidos como chá ou na água. Não devem levar açúcar ou adoçante

Evitar de forma geral açúcares, carboidratos simples (arroz branco, pães e bolos) e substituir por grãos integrais e sobremesas como frutas ou chocolate 70% de cacau

Moramos numa região privilegiada em relação à pesca, então vale adotar o peixe à dieta, principalmente sardinha e salmão natural, ricos em ômega 3, uma gordura saudável que reduz a inflamação, no caso da obesidade

Ingerir pelo menos dois litros de água por dia

Praticar pelo menos 30 minutos por dia de atividade física, sob orientação de um profissional

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