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Novo presidente do TJ-SC quer investir na reestruturação da Justiça de 1º grau

Rodrigo Collaço pretende enfrentar a questão mais difícil do Judiciário que é a morosidade

Michael Gonçalves
Florianópolis
06/12/2017 às 15H55

Aos 54 anos, o desembargador Rodrigo Collaço foi eleito na manhã desta quarta-feira (6) como o novo presidente do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) para o biênio 2018-2019, por uma diferença de três votos. Pela primeira vez em 126 anos do TJ catarinense, a eleição foi aberta a todos os 93 desembargadores e, por isso, o pleito teve sete candidatos à presidência. Houve segundo turno entre os desembargadores Rodrigo Collaço e Cesar Abreu que, respectivamente, totalizaram 47 e 44 votos. A posse será em 1º de fevereiro de 2018.

Desembargador Rodrigo Collaço - Flávio Tin/ND
Desembargador Rodrigo Collaço - Flávio Tin/ND



Além de Collaço e Abreu, também concorreram os desembargadores Alexandre d’Ivanenko, Joel Dias Figueira Júnior, Jorge Borba, Maria do Rocio e Ricardo Fontes. Além da presidência, a eleição também inclui os cargos de vice-presidência e corregedoria-geral de Justiça. Para esses postos foram inscritos outros 14 magistrados.

O novo presidente destacou a sua principal proposta à frente do Poder Judiciário. “Pretendo enfrentar a questão mais difícil do Judiciário que é a morosidade. Principalmente, no 1º grau de jurisdição que está com a estrutura bastante defasada. Queremos reforçar as assessorias dos juízes para que eles possam produzir mais. É o nosso objetivo, tonar a Justiça melhor e mais eficiente”, ressaltou um dos presidentes mais novos do TJ-SC.

Collaço não pretende ampliar o número de Fóruns no Estado, mas afirmou que a estrutura precisa ser aprimorada com apoio técnico. O desembargador também prometeu valorizar os servidores e os magistrados, sempre com o objetivo da atividade fim, que é a de produzir decisões no menor espaço de tempo.

A diferença mínima de votos não deve dividir o tribunal, segundo Collaço. “A eleição quebrou um paradigma, mas no próximo pleito vai ser encarado com naturalidade, porque o Judiciário é um poder mais conservador. O processo terminou bem com um debate de propostas e ideias. A decisão dividiu o tribunal somente até a eleição, porque apesar da divergência de algumas propostas, mas temos um objetivo único que tornar a Justiça catarinense cada vez melhor”, concluiu.

Dos 93 desembargadores, apenas um não votou porque está em viagem ao exterior.

Os eleitos

Presidente - Desembargador Rodrigo Tolentino de Carvalho Collaço - Natural de Florianópolis, 54 anos, começou a carreira como juiz substituto em maio de 1989. Atuou nas comarcas de Urubici, Papanduva, Palmitos e Porto União. Depois, em setembro de 1993, foi promovido a juiz de Direito e prestou serviços em Chapecó, Joinville e na Capital. Teve nova promoção em janeiro de 2009, desta vez para o cargo de juiz de Direito de 2º Grau. Assumiu como desembargador em dezembro de 2012. Compõe a 4ª Câmara de Direito Criminal do TJ.

1ª vice-presidente - Desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho - Natural de Florianópolis, 71 anos, foi eleito desembargador, pela vaga do Ministério Público, em outubro de 2007. Integra a 3ª Câmara Criminal do TJ.

Corregedor-Geral da Justiça - Desembargador Henry Goy Petry Júnior - Natural de Porto Alegre (RS), 58 anos, começou a carreira como juiz substituto em agosto de 1988, em Xanxerê, depois São Domingos. Em 1990, foi promovido a juiz de Direito e trabalhou em Quilombo, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Lages e Capital. Passou a ocupar a vaga de juiz substituto de 2º Grau em maio de 2007 e foi promovido a desembargador em novembro de 2010. Integra a 5ª Câmara de Direito Civil.

2º vice-presidente - Desembargador Carlos Adilson Silva - Natural de Campos Novos, 56 anos, foi nomeado juiz substituto em maio de 1989, lotado na comarca de Mafra. Promovido a juiz de Direito, atuou nas comarcas de São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, e Joinville. Em janeiro de 2009, passou a ocupar vaga de juiz substituto de 2º Grau. Foi promovido a desembargador em abril de 2014. Compõe a 1ª Câmara de Direito Público.

3º vice-presidente – Desembargador Altamiro de Oliveira - Natural de Florianópolis, 55 anos, ingressou na magistratura como juiz substituto em maio de 1989 e atuou nas comarcas de Criciúma, São José e Capital. Passou a juiz de Direito em abril de 1992 e judicou em Campo Erê, Capinzal e Caçador. Foi promovido a juiz substituto de 2º Grau, em fevereiro de 2009. Posteriormente, foi promovido a desembargador em junho de 2015. Integra a 4ª Câmara de Direito Comercial.

Vice-Corregedor-Geral – Desembargador Roberto Lucas Pacheco - Natural de Florianópolis, 58 anos, começou a exercer as funções de juiz substituto em agosto de 1988, na comarca de São José. A seguir, Tijucas. Promovido a juiz de Direito, seguiu para Pinhalzinho, Maravilha, Videira, Rio do Sul e Capital. Em maio de 2007, passou a ocupar vaga de juiz substituto de 2º Grau e, em dezembro de 2010, foi promovido ao cargo de desembargador. Compõe a 4ª Câmara de Direito Criminal e coordena o Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do TJ.

Fonte: TJ-SC

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