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Nova variação do vírus da dengue é identificada em Santa Catarina

Sintomas da doença são os mesmos, mas a pessoa que já contraiu uma vez apresenta risco maior de evoluir para a gravidade em uma segunda infecção

Redação ND
Florianópolis
16/11/2018 às 18H09

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) identificou nova variação do vírus da dengue em Santa Catarina. A informação foi confirmada na tarde desta sexta-feira (16). Conforme o órgão, há quatro sorotipos circulando pelo país (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4). Até 2017, apenas o DENV1 havia sido identificado no Estado. No último mês, o sorotipo DENV2 foi detectado em Itapema, no Vale do Itajaí.

Campanha de combate ao mosquito  - Glauco Benetti
Campanha de combate ao mosquito - Glauco Benetti

O órgão esclareceu que os sintomas da doença são os mesmos independente do sorotipo como febre, dores de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos e manchas pelo corpo. Porém, a pessoa que já contraiu a doença uma vez apresenta risco maior de evoluir para a gravidade em uma segunda infecção, uma vez que o sistema imune já está sensibilizado. Vale destacar que uma pessoa pode contrair o mesmo sorotipo do vírus apenas uma vez na vida.

A melhor medida para evitar a transmissão da dengue continua sendo eliminar os possíveis criadouros com água parada, onde o mosquito Aedes aegypti possa se reproduzir. A variação de temperatura dos últimos dias, que inclui períodos de chuva, é propício para o nascimento do mosquito. A orientação é que na presença de qualquer sintoma, o paciente procure a unidade de saúde mais próxima.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Dive, de 1º de novembro, que leva em consideração o período de 31 de dezembro de 2017 a 27 de outubro de 2018, ao menos 75 municípios estão com infestação do mosquito - maior registro do Estado até agora. O incremento é de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 61 cidades foram consideradas infestadas.

O boletim informou ainda que foram identificados 13.249 focos do Aedes aegypti em 156 municípios (nem todos são considerados infestados). O aumento de focos foi de 39,6%.

O estudo confirmou 57 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 33 são autóctones, cuja transmissão ocorreu dentro do Estado (sendo 26 em Itapema, seis em Balneário Camboriú e um em Camboriú). Outros 13 casos foram importados, nove não tiveram o local de infecção confirmado e dois estão com local de infecção sendo investigado.

Em relação aos casos autóctones, o laboratório conseguiu identificar o sorotipo em 18 amostras, sendo que sete são de DENV-1 e 11 de DENV-2.
De 26 a 30 de novembro haverá mobilização nacional de combate aos criadouros do mosquito transmissor da doença. No último dia, havera força-tarefa de limpeza comandada pelos municípios. Mais detalhes da campanha serão divulgados na próxima sexta-feira (23).

Febre de chikungunya

No mesmo período da pesquisa foram identificados 320 casos de febre de chikungunya no Estado - que também é transmitida pelo Aedes aegypti . Desses, 16 foram confirmados, 250 foram descartados e 54 permanecem como suspeitos sendo investigados pelos municípios.

Do total de casos confirmados, 12 são importados e quatro são autóctones (transmissão dentro do Estado), residentes nos municípios de Cunha Porã, Itajaí e São Miguel do Oeste.

Zika vírus

Ao menos 67 casos de zika vírus foram confirmados em Santa Catarina – outra doença transmitida pelo mesmo mosquito. Desses, 58 casos foram descartados, quatro permanecem como suspeitos e quatro como inconclusivos.

Até o momento, o único caso confirmado é importado, com residência no município de Piratuba, e tem o estado do Mato Grosso como local provável de infecção.

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