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No Fórum Econômico Mundial, ministro defende integração comercial da América Latina

Para Marcos Pereira, a perda de receitas na América Latina e o arrefecimento do consumo interno se traduzem na necessidade de buscar novos parceiros comerciais

Redação ND
Florianópolis
06/04/2017 às 19H05

As mudanças recentes no cenário global, como a saída do Reino Unido da União Europeia e as incertezas a partir das novas diretrizes da política comercial norte-americana, foram discutidas na tarde desta quinta (6), no Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em um painel que teve a participação do ministro Marcos Pereira. Ao lado dos ministros da Produção da Argentina, Francisco Cabrera; do secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo; e do ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz; Marcos Pereira defendeu maior integração regional ao destacar que comércio entre os países caiu 20% em 2015.

"Assistimos à ascensão de políticas comerciais mais nacionalistas e protecionistas fora da nossa região no mesmo momento em que os países latino-americanos estão fazendo o caminho inverso: nossos países querem mais abertura e maior inserção internacional", afirmou no debate que foi transmitido ao vivo pelo site do Fórum Econômico Mundial.

Ao falar da importância dos países se abrirem ao comércio internacional, o ministro citou dados da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) que mostram queda do comércio intrabloco: em 2016, as exportações da América Latina e do Caribe caíram 5% e as importações sofreram queda de 9%, completando quatro anos consecutivos de contração dos fluxos comerciais da região.

"É importante notar que o comércio intrarregional é o que mais tem decrescido. Em 2015, enquanto as exportações da América Latina e do Caribe ao resto do mundo caíram 13,9%, as trocas entre os próprios países da região foram reduzidas em 20,3%", acrescentou.

Ainda segundo a Cepal, a participação de bens e serviços da América Latina e do Caribe no comércio mundial é de apenas 6%, o mesmo percentual há 15 anos. No caso dos bens de alta tecnologia, essa participação experimentou um retrocesso: de 8% para 5%, em 15 anos.

Para Marcos Pereira, a perda de receitas com o comércio exterior na América Latina e o arrefecimento do consumo interno se traduzem na necessidade de buscar novos parceiros comerciais ou a expansão de instrumentos já existentes, como tem sido feito pelo Brasil. "Houve uma mudança de postura em direção a um alinhamento dos sócios do Mercosul. É importante que Brasil e Argentina se abram e sejam líderes desse processo", sinalizou. "Nós estamos negociando e queremos, no nível político, anunciar.

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