Publicidade
Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 19º C

No Dia Mundial da Fotografia, uma reflexão sobre essa ferramenta diária do jornalismo

A história também se faz pelo registro visual dos acontecimentos que formam a memória da cidade, do Estado, do país

Carlos Damião
Florianópolis
17/08/2018 às 22H11

Um longo espaço de tempo separa o ato de apertar o botão da câmera de um moderno smartphone da invenção da fotografia: 179 anos. Foi em 19 de agosto de 1839 que a Academia Francesa de Ciências reconheceu oficialmente o daguerreótipo, rústico equipamento que se transformou em referência para a história da fotografia.

Assim, o dia 19 de agosto foi escolhido para ser o Dia Mundial da Fotografia, em homenagem ao inventor do daguerreótipo, Louis Daguerre. O dispositivo revolucionário permitia o registro de imagens em placas de metal, sensibilizadas com iodeto de prata, um processo difícil, mas que abriu espaço para aperfeiçoamentos técnicos, décadas depois.

Ao longo do tempo os equipamentos ganharam mais leveza praticidade e custo menor, mas um dos princípios para a captação de imagens nunca mudou: a luz, essência da magia fotográfica. No princípio, o mundo era em preto e branco, uma realidade que a fotografia demorou muito tempo para superar, aproveitando a invenção do filme (negativo): o colorido surgiria apenas no início do século 20, por meio de experiências físico-químicas e processos inovadores.

A evolução técnica não anulou o papel do fotógrafo, desde os primórdios alguém sempre empenhado em “eternizar momentos” – paisagens, pessoas, acontecimentos. Por causa disso é importante entender a fotografia como um elemento de registro histórico, de memória individual, familiar ou coletiva. Muito mais do que de uma câmera sofisticada, a percepção da imagem nasce do olhar e da observação do fotógrafo, o fator humano que dispara o “clique”, o instante mágico da captação e fixação de um momento.

É certo que a fotografia transcende a técnica e exige certa intimidade entre o fotógrafo e o motivo registrado. Por isso se diz que a fotografia é um intenso ato de amor, que exige conhecimento, integração e concentração mental. Embora modernamente seja possível disparar múltiplas vezes a câmera digital – profissional, amadora ou do smartphone –esse automatismo nem sempre apresenta resultados razoáveis. Para conseguir uma boa foto é preciso muito mais do que apertar botão: a sensibilidade é um requisito básico.

No campo do jornalismo a fotografia não é um recurso ilustrativo como muita gente pensa. A foto jornalística, tanto quanto o texto, deve conter informação e não apenas beleza ou plasticidade. Vale para a cobertura geral, esportiva, policial ou política, para os editoriais de moda, cultura, comportamento, ciência, meio ambiente. Tudo isso está presente às páginas do ND desde sua fundação, em 13 de março de 2006. Porque a história se faz não apenas de fatos narrados (textos), mas também pelo registro visual dos acontecimentos mais marcantes, que formam a memória da cidade, do Estado, do país.

 

 

Publicidade

1 Comentário

Publicidade
Publicidade