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Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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No balneário São Miguel, em Biguaçu, atrativos não se restringem à praia

Charme e beleza do local ganham um toque de história e diversão com exposições e o aqueduto para se refrescar em dias mais quentes

Saraga Schiestl
Biguaçu
Marcelo Bittencourt/ND

Família Bento, de São José, passou o domingo (30) no aqueduto de São Miguel

 

Além da praia, o Balneário São Miguel em Biguaçu, tem muito a oferecer para moradores e turistas que visitam a região. Uma opção refrescante é visitar o aqueduto, localizado às margens da BR 101, sentido norte-sul, onde a cachoeira do rio São Miguel e suas águas limpas são ponto de encontro de famílias nos dias mais quentes. Um pouco mais a frente, no Km 189 da rodovia está o Museu Etnográfico – Casa dos Açores – que além da exposição permanente, oferece uma mostra itinerária sobre as fortalezas de Florianópolis.

 

O museu tem entrada gratuita, e está aberto de terça a domingo das 8h às 12h e das 13h às 17h. O casarão que abriga o espaço foi construído no estilo açoriano na primeira metade do século 19, pelo fazendeiro e senhor de escravos, João Ramalho Pereira. Na casa os visitantes podem conhecer como eram os móveis dos cômodos e os objetos utilizados pela família do fazendeiro. Em outra parte do museu estão expostas fotos, vestimentas e outros artigos que remetem às três fortalezas que faziam a segurança da Ilha de Santa Catarina no século 18. Em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, essa exposição segue até o março. O acervo conta ainda com uma exposição temporária de rendas de bilro e artesanato feito por comunidades indígenas.

 

A hoteleira Karina da Silva, 34, e o filho Ariel Barrios, 8, são de Brusque, no Vale do Itajaí. Eles voltavam para casa, depois de um fim de semana na capital, quando decidiram visitar o Museu Etnográfico. “Procuro incentivar ele a visitar e conhecer mais da história do nosso Estado”, explica Karina. Entre réplicas e peças originais de engenhos, mãe e filho aprenderam mais sobre a cultura da região. “Gostamos muito das peças feitas pelos índios”, enumera.

 

Marcelo Bittencourt/ND

Karina e o filho Ariel connhecem um pouco mais da cultura da região

 

 

 

Uma opção para dias quentes


O calor que fez no domingo incentivou a família Bento a sair do Jardim Zanelatto, em São José, para um dia diferente no aqueduto. “É muito bom ter contato com a natureza, no calor quase todos os fins de semana procuramos vir para cá”, destaca Amélia Bento, 50, acompanhada do marido Antonino Bento, 48, e dos filhos Felipe, 13 e Diana, 10.  Além do banho de cachoeira, a família carregou uma rede de pesca. “Às vezes aparece um peixinho por aqui”, aguarda Antonino.

 

O aqueduto está localizado na marginal da BR 101, a 7km do centro de Biguaçu. O local foi construído no século 19 por escravos e utilizado para canalizar a água da Cachoeira de São Miguel, utilizada apara abastecer com água limpa os moradores e navios estrangeiros que aportavam na região.

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