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Não há anonimato na internet e ofensas terão consequência, diz ministro da Segurança

Raul Jungmann afirmou que Polícia Federal tem aparato tecnológico para identificar autores de crimes de ofensas durante o processo eleitoral

Folha de São Paulo
Brasília (DF)
21/10/2018 às 16H41

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou neste domingo (21) que não há possibilidade de anonimato no mundo virtual e que a Polícia Federal tem aparato tecnológico para identificar autores de crimes de ofensas durante o processo eleitoral.

Segundo ele, o disparo em massa de ataques a candidatos a presidente configura crime e será investigado. "Não existe anonimato na internet e a Polícia Federal tem capacidade de chegar a qualquer deles [autores], em qualquer lugar do mundo", disse, durante entrevista no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ministro da Defesa, Raul Jungmann - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Raul Jungmann afirmou que Polícia Federal tem aparato tecnológico para identificar autores de crimes de ofensas durante o processo eleitoral - Tânia Rêgo/Agência Brasil


Segundo ele, houve a comunicação 2.265 crimes eleitorais na disputa deste ano, dos quais 1.362 foram por boca de urna e 247 por propaganda irregular. A Polícia Federal fez 925 prisões, sendo 526 de cabos eleitorais.

Na mesma entrevista, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Sérgio Etchegoyen, disse que qualquer tentativa de fraudar a eleição deste ano enfrentará "instrumentos investigativos".

Segundo ele, não se pode permitir que a última semana antes do segundo turno vire uma véspera de um "apocalipse dos frustrados". "O momento é difícil e o país deve encontrar convergências e conciliações após o processo eleitoral", defendeu.

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