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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Museu Victor Meirelles abre nesta quinta-feira exposição com pinturas do artista fllorianopolitano

Mostra Araújo Porto Alegre, Victor Meirelles e Agostinho da Motta: Paisagem e Memória traz para a Capital obras do artista catarinense que até então nunca estiveram em Florianópolis

Marciano Diogo
Florianópolis

Pintor florianopolitano que morou durante grande parte da vida no Rio de Janeiro, Victor Meirelles (1832-1903) também registrou com seus pincéis as belas paisagens e geografia particular da Cidade Maravilhosa. Parte desses registros históricos estará exposta a partir de hoje na Capital na mostra Araújo Porto Alegre, Victor Meirelles e Agostinho da Motta: Paisagem e Memória, que traz para a Capital obras do artista catarinense que até então nunca estiveram em Florianópolis – as pinturas vêm do acervo do MnBA (Museu Nacional de Belas Artes), no Rio de Janeiro.

Eduardo Valente/ND
Exposição com obras de Victor Meirelles retrata paisagens de Florianópolis e do Rio de Janeiro


“Tal ineditismo também confere em uma oportunidade para os moradores da Ilha conhecerem obras que nunca estiveram na cidade. O que norteia a curadoria da exposição é a relação entre paisagem e memória, o exercício da pintura da paisagem como memória afetiva das trajetórias dos pintores na construção do inventário pictórico da arte brasileira”, conta Mônica Xexéo, diretora do MnBA e curadora da exposição. Ela também ministra uma palestra na Capital amanhã.

A mostra, que marca o retorno do circuito de exposições do Museu Victor Meirelles, equipamento que está em sede temporária desde abril deste ano para obras de restauração e ampliação, também traz para Florianópolis obras de dois artistas contemporâneos ao pintor catarinense: o gaúcho Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879) e o carioca Agostinho da Motta (1824-1978), ambos pintores ligados à Academia Imperial de Belas Artes, em que o próprio Meirelles foi aluno e depois mestre – Motta e Meirelles também foram bolsistas da academia na Europa.

Integram a exposição nove obras, sendo três estudos de panoramas, com dimensão de quase dois metros de comprimento – cada panorama foi pintado por um dos artistas. Das nove obras, que têm diferentes tamanhos, cinco foram pintadas por Meirelles, três por Porto Alegre e uma por Motta. “Não são somente paisagens do Rio de Janeiro. Em três obras Meirelles retrata o Rio de Janeiro e em outras duas, paisagens de Florianópolis, enquanto as obras de Porto Alegre trazem paisagens italianas”, acrescenta Mônica.

Telas de grandes dimensões

A exposição também celebra os 184 anos do nascimento de Victor Meirelles, que nasceu em agosto de 1832, através de uma das principais especialidades do artista, que é a produção de panoramas. “Victor tem panoramas famosos e é reconhecido por pintar em telas de grandes dimensões. A mostra com obras vindas do MnBA trabalha com uma temática instigante e pertinente no século 19”, pontua Lourdes Rousetto, diretora do Museu Victor Meirelles. Além da exposição, o Museu Victor Meirelles também promove uma série de ações gratuitas, como palestras e mostras.

Versatilidade artística

Entre as paisagens do Rio de Janeiro retratadas por Victor Meirelles estão vistas do Pão de Açúcar e da praia do Botafogo, do Morro Santo Antônio e das Ilhas das Cobras, e do Corcovado e Maciço da Tijuca. “Ele sempre se interessou por paisagens, as desenhava desde jovem, mesmo antes de entrar para a Academia Imperial de Belas Artes. E apesar de ser reconhecido por ser retratista e pintor de história, nunca abandonou a paisagem”, explica Mônica Xexéo.

A pesquisadora acrescenta que o pioneirismo de Victor Meirelles também é consequência da singularidade de sua produção. “Ele foi o primeiro artista brasileiro a expor no Salão de Paris, em 1861. Morou durante oito anos na Europa. Victor foi um dos pintores mais expressivos do século 19 e trabalhava bem as obras de grandes dimensões. Exemplo é a ‘A Primeira Missa no Brasil’, o que era o gosto da época. Entretanto sua produção é vasta e versátil, também produzia obras pequenas e delicadas”, conclui a curadora.

O quê: Exposição Araújo Porto Alegre, Victor Meirelles e Agostinho da Motta: Paisagem e Memória

Quando: Abertura hoje (18/08), às 17h. Até 10/12, de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 18h; e sábados das 10h às 14h

Onde: Museu Victor Meirelles (sede provisória),rua Rafael Bandeira, 41, Centro, Florianópolis, tel.: 48 3222-0692

Quanto: Gratuito

 

Semana Museu Victor Meirelles

 

18/08

17h:
Abertura da exposição Araújo Porto Alegre, Victor Meirelles e Agostinho da Motta: Paisagem e Memória
18h: Pocket show com François Muleka


19/08


15h:
Palestra “Victor Meirelles: Pintor de Panoramas” com Mário César Coelho (pesquisador e professor da UFSC
16h: Palestra “A Paisagem por três artistas do século 19: Araújo Porto Alegre, Victor Meirelles e Agostinho de Motta, com Mônica Xexéo

24/08

17h: Mostra com videoarte “Intersecções com a Paisagem”, com curadoria de Juliana Crispe

 

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