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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Mural maia inédito contradiz o mito do fim do mundo em 2012

Na selva da Guatemala, cientistas encontram pinturas de 1.200 anos que mudam a data do apocalipse, segundo os maias

Redação ND
Florianópolis

Divulgação
Arqueólogo William Saturno trabalha em pinturas na cidade guatemalteca de Xultún

Na antiga cidade de Xultún, na Guatemala, uma das últimas das megacidades maias ainda praticamente desconhecida, arqueólogos acabam de descobrir um novo mural adornando uma casa maia. As pinturas inéditas, estimadas em 1.200 anos, põem por terra o mito maia do fim do mundo em 21 de dezembro de 2012.

Além de cenas de um rei e seu séquito, as paredes estão cobertas de cálculos que ajudaram os antigos a contar grandes períodos de tempo. Um dos cálculos traz marcações que sugerem uma nova data para o fim do mundo: presumivelmente milhares de anos no futuro (o nosso, não o dos maias).

Para os arqueólogos, porém, mais importante do que esse aparente recall do apocalipse, é um olhar raro na sociedade maia. “O tipo de pinturas que temos nunca foi visto em lugar nenhum”, disse o líder da escavação William Saturno à revista “National Geographic”.

Para quem não conhece, Xultún pode parecer um terreno de 16 quilômetros quadrados de puro mato no meio da selva amazônica, mas a equipe de Saturno (da Universidade de Boston)  conseguiu descobrir a pérola escondida numa obra de arte quase perdida.

A descoberta do mural começou em 2010, quando Saturno e o doutorando Franco Rossi inspecionavam um túnel de saqueadores, onde um aluno da graduação reparou que havia traços de pintura, muito fracos, na parede de estuque (espécie de argamassa feita geralmente com pó de mármore, cal fina, gesso e areia). Então os dois puseram-se a limpar uma lama de 1.200 anos e mais tinta vermelha apareceu.

“De repente Bill gritou, ‘Nós temos um hieróglifo!’ no meio da floresta”, lembrou Rossi, sorrindo diante da pintura. Publicada nessa semana no jornal científico “Science”, a pesquisa da equipe de Saturno é patrocinada em parte pela National  Geographic Society e estará publicada na edição de junho da revista “National Georgraphic”, uma divisão da sociedade.

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