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Município reúne Base Aérea e moradores para debater uso do Campo de Aviação do Campeche

O impasse começou no dia 21 de junho, quando a Base Aérea abriu crateras, derrubou árvores e destruiu campo de futebol construído na década de 1960

Redação ND
Florianópolis
08/08/2018 às 22H17

A polêmica envolvendo o Campo de Aviação no bairro Campeche tem mais um capítulo nesta quinta-feira (9). A Prefeitura da Capital vai intermediar uma reunião na Base Aérea de Florianópolis, às 15h, com moradores do Campeche e representantes da Aeronáutica, do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis). O objetivo do encontro é tentar um acordo entre os envolvidos para a utilização da área de 353 mil m².

Na segunda-feira, Aeronáutica começou a cercar área, mas um dia depois a prefeitura embargou a obra - Daniel Queiroz/ND
Na segunda-feira, Aeronáutica começou a cercar área, mas um dia depois a prefeitura embargou a obra - Daniel Queiroz/ND


O impasse no terreno começou no dia 21 de junho, quando a Base Aérea abriu duas crateras, derrubou algumas árvores e, com isso, destruiu um campo de futebol construído na década de 1960. A comunidade protestou, mas continuou usando o espaço de propriedade da União como área de lazer

Na última segunda-feira (6), o Comaer (Comando da Aeronáutica) começou a cercar a área, com a justificativa de evitar atos ilícitos, como descarte de lixo e de entulho, invasões e usuários de drogas. “Nosso objetivo é de apenas delimitar a área e impedir o acesso de veículos e, não, da comunidade”, afirmou o capitão Lima, que coordenou a operação.

Mas no dia seguinte, com as cercas já instaladas, a prefeitura embargou a obra. O embargo foi decretado pela SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano) e pelo Ipuf. Os órgãos alegaram que não há alvará da prefeitura para a obra e que a Aeronáutica só poderia construir algo no terreno com a autorização do Sephan (Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural), já que se trata de um local tombado. A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) também emitiu auto de infração em relação à abertura de valas.

Ainda na terça-feira, as cercas foram derrubadas, mas não se sabe se houve alguma ação da comunidade. As valas abertas pela Aeronáutica estavam aterradas. Segundo o presidente da Amocam (Assciação dos Moradores do Campeche), Alencar Vigano, não há nenhum tipo de revanchismo por parte dos moradores. "Estamos felizes pelo embargo da obra e pela possibilidade da abertura de diálogo com a Base Aérea", afirmou.

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