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Mulheres denunciam revistas vexatórias em crianças e bebês nas unidades prisionais de SC

Em protesto aos casos de punições coletivas, falta de trabalho, além de outras medidas repressivas, detentos de São Pedro de Alcântara não saíram dos cubículos durante todo o dia nesta segunda-feira

Colombo de Souza
Florianópolis
03/04/2017 às 20H24
Mulheres penduraram cartazes em frente à penitenciária da Capital - Daniel Queiroz/ND
Mulheres penduraram cartazes em frente à penitenciária da Capital - Daniel Queiroz/ND


Mais de cinquenta mulheres de presos, acampadas em frente à Penitenciária da Capital, denunciam que crianças e bebês estão sendo submetidas a revistas vexatórias nas unidades prisionais quando vão visitar os pais. Esta é apenas uma das reivindicações que a massa carcerária pede, para cumprir a pena com dignidade.

Em protesto aos casos de punições coletivas, falta de trabalho, visitas vexatória de parentes, além de outras medidas repressivas, detentos das Penitenciárias de São Pedro de Alcântara (a maior do Estado, com 1.300 homens) e da Capital, não saíram dos cubículos para o pátio, nem para ir ao médico e sequer às audiências nos fóruns. O protesto também atinge os detentos de Criciúma e Joinville. Em Florianópolis, o movimento vem sendo realizado em frente à penitenciária, no bairro Agronômica, para chamar a atenção da população.

O advogado Davi João Matos, que tenta mediar uma reunião com a direção da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, denuncia tratamento diferenciado em São Pedro de Alcântara. “Somente os presos do pavilhão I têm direito ao trabalho e estudo”. Ele ressaltou que os detentos deste pavilhão estão fora da pauta de reivindicação.

Entre os pedidos, estão relacionados uma brinquedoteca para as crianças no horário de visita, direito aos serviços de Sedex e melhor alimentação: “eles querem miojo e leite para complementar a alimentação. Os detentos ficam 16h sem comer. A janta é servida às 17h e a próxima refeição é somente às 8h do dia seguinte”.

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania não se manifestou, apenas emitiu uma nota ressaltando que está acompanhando a manifestação. “Até o momento não há registro de incidentes e a SJC comunica que, integrada às demais forças de segurança do Estado, segue monitorando a situação nas unidades prisionais. Todas operam dentro da normalidade, sem alterações que comprometam a segurança da sociedade catarinense”.

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