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Mulher encontrada carbonizada foi morta a tiros, aponta laudo do IGP

Companheiro da vítima foi preso em flagrante e indiciado por feminicídio

Schirlei Alves
Florianópolis
04/09/2018 às 18H56

A mulher encontrada carbonizada dentro de casa no bairro Saco dos Limões, em Florianópolis, na tarde de segunda-feira (03), não morreu por conta das chamas, como acreditava a polícia inicialmente. O laudo cadavérico do IGP (Instituto Geral de Perícias) constatou que ela foi alvejada por um disparo de arma de fogo na altura do intestino e que não chegou a inalar fumaça. Portanto, quando a casa pegou fogo, ela já estava morta.

A vítima foi identificada como sendo Maria Francisca de Oliveira, de 47 anos. Ela era natural de Iraí, no interior do Rio Grande do Sul. O companheiro dela foi preso em flagrante e o caso está sendo tratado como feminicídio - qualificadora do homicídio para os casos de violência doméstica ou questões de gênero, cuja pena é aumentada de seis a 20 anos para 12 a 30 anos de prisão. 

O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil. A polícia também não confirmou se ele já respondia por violência doméstica ou por outros crimes. 

De acordo com a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, vizinhos relataram que ouviram uma discussão entre o casal pouco antes do incêndio.  Uma testemunha afirmou que chegou a ir até o imóvel na tentativa de apagar as chamas, mas constatou que a casa estava trancada com um cadeado pelo lado de fora.

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