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Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018
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Mulher acusada de matar a filha em Lages é condenada a pouco mais de seis anos de reclusão

Tribunal do Júri leva em conta situação de saúde da ré

Edson Rosa
Florianópolis

Florianópolis — A auxiliar de enfermagem Cristiane Lima Costa, 30 anos, foi condenada a seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão. Ela foi julgada sob acusação da morte da filha Camila Costa Leite, dez meses. Da acusação de tentar matar a outra filha, de sete anos, ela foi absolvida. Os fatos ocorreram dia 17 de julho do ano passado, na casa da acusada.
A sessão extraordinária do Júri Popular de Cristiane Costa iniciou às 10 horas de ontem e terminou por volta das 20 horas. A sentença foi anunciada pelo juiz Geraldo Corrêa Bastos, às 19h45min.
A mãe da ré, irmãos e parentes permaneceram no salão do Tribunal do Júri durante todo tempo. Eles não quiseram comentar sobre os fatos.
Como o promotor público George André Gil não pediu réplica o julgamento foi abreviado em pelo menos duas horas. Tentando sensibilizar o Conselho de Sentença, o promotor público detalhou quanto tempo a acusada poderia permanecer presa. No caso do bebê, numa eventual condenação com pena mínima de 13 anos, por homicídio duplamente qualificado diminuída de dois terços, ela ficaria presa apenas 4,4 anos.
E no caso da criança que sofreu tentativa de homicídio a pena de 13 anos cairia para 1,4 ano. “Ela não passaria mais que cinco anos presa pelos dois crimes”, disse. O advogado de defesa, Clauri Silva mostrou um laudo que reconhece a semi-inimputabilidade da ré. Com isso buscou argumentar sobre a redução da capacidade de compreensão da acusada para que o juiz reduzisse a pena da ré ou lhe impusesse medidas de seguranças.
“Ela tem sérios problemas de saúde e precisa de tratamento médico”, declarou o advogado ao Conselho de Sentença, pedindo a absolvição de Cristiane Costa.
“Retornar à vida”,  foi o que declarou Cristiane no intervalo do julgamento, no meio da tarde. Ele não queria falar com a imprensa, mas aceitou dar poucas declarações.Cristiane disse que sempre foi bem tratada dentro do presídio. E que tinha esperança de que sua sentença seria de absolvição. Ela não comentou sobre o fato no dia do crime.Sobre o futuro disse que pretende voltar a morar com a mãe e terminar o curso de Artes na Uniplac. Cristiane aparentava estar bem e reiterou que confiava na absolvição.

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