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Mudança que a sociedade tanto quer passa pelo voto, diz presidente eleito do TRE-SC

Ricardo Roesler terá a missão de conduzir a Justiça Eleitoral durante escolha de presidente, governador, senadores e deputados

Altair Magagnin
Florianópolis
07/12/2017 às 19H02

Presidente eleito do TRE-SC (Tribunal Superior Eleitoral de Santa Catarina), o desembargador Ricardo Roesler entende que passa pelo voto “as mudanças que a sociedade tanto anseia”. Com mandato a partir de março de 2018, caberá a Roesler conduzir o trabalho da Justiça Eleitoral do Estado na escolha do novo presidente, governador, senadores e deputados. Ainda na quarta-feira, o desembargador Marcus Tulio Sartorato foi escolhido vice-presidente e corregedor do TRE-SC.

Em uma mensagem direta ao eleitor, Roesler pediu que a confiança na Justiça Eleitoral seja renovada e que todos compareçam às urnas. “Não deixe de votar. Essa história de que voto nulo pode anular a eleição não existe. A situação toda é votar, exercer o seu sagrado direito e dever. Só assim nós promoveremos as mudanças que a sociedade tanto busca e tanto anseia”, afirmou.

Desembargador Ricardo Roesler presidirá o TRE em 2018 e 2019 - Flávio Tin/ND
Desembargador Ricardo Roesler presidirá o TRE em 2018 e 2019 - Flávio Tin/ND



 

Quais as metas e expectativas para o exercício do cargo em pleno ano eleitoral?

A expectativa é continuar o trabalho desenvolvido pelo TRE, de muita competência e eficácia, não só pela tradição do tribunal, sobretudo pela qualidade dos serventuários que lá estão. As metas são propiciar ao cidadão catarinense uma eleição segura, célere e de muita qualidade, para que tenha tranquilidade na escolha e que se promovam as mudanças que a sociedade tanto reclama.

O TRE-SC tem um histórico vanguardista, em especial no desenvolvimento da urna eletrônica. Nas nos últimos anos perdeu um pouco do protagonismo, como no caso da biometria. Como recuperar essa posição de vanguarda?

Teremos prioridade para que a biometria tenha um final eficiente. Nós temos pouco mais de 50% do cadastramento realizado no Estado e precisamos avançar. Uma das metas nesses dois anos é atingir os 100%, até porque, novas tecnologias virão. Por exemplo, o documento único que vai ser implantado no país depende deste cadastramento.

Como a Justiça Eleitoral pode ser mais rápida em suas decisões, em especial no julgamento de candidaturas?

Eu te garanto que a Justiça Eleitoral é muito mais célere que a comum, normalmente. Acontece que, as interpretações que estão sendo dadas permitem que os candidatos possam ter o registro de suas candidaturas enquanto não transitar em julgado a decisão. Essas decisões estão vindo de cima para baixo, do TSE para os TREs, e muitas vezes demoram. Nós sofremos aqui em baixo as dificuldades em dar um atendimento adequado, por força dessas decisões superiores.

A crise econômica afetou o orçamento da Justiça Eleitoral?

Houve um corte considerável no orçamento e nós vamos ter que nos adaptar a isso. Claro que prejudica. Por exemplo, nós não avançamos tanto no processo biométrico por força dessa circunstância também, custos. Para trabalhar adequadamente, nós temos que ter pessoal e equipamento. Com a redução do dinheiro, houve também redução do trabalho nesse sentido. Houve um prejuízo ao trabalho da Justiça Eleitoral, que é tão eficiente no país.

A reforma política trouxe avanços?

Muito menos do que se imaginava. Na verdade, foi um grande remendo nessa colcha de retalhos que é a nossa legislação eleitoral. Se não fossem as resoluções do TSE, que estão sendo editadas para remendar uma legislação muito antiga, as eleições não teriam essa celeridade, essa segurança que nós estamos tendo. Eu vi uma grande oportunidade perdida.

A exigência do voto impresso é uma boa medida?

Será um instrumento a mais de segurança ao cidadão. Além de votar, vai ter o comprovante, mas isso representa custos. Também não sei se teremos tempo para nos adequar, quero crer que não. Não só pelo custo, mas pela adaptação do sistema e do equipamento. Os técnicos dizem que fariam isso em pouco tempo, mas isso representa muito custo. Vai depender se o TSE tiver essa disponibilidade orçamentária. Caso contrário, isso haverá de ser implementado, num primeiro momento, somente nas grandes densidades eleitorais.

Qual é a importância do voto nesta eleição?

A mensagem ao eleitor seria: que continue confiando na Justiça Eleitoral, que sempre atuou de uma forma digna, eficaz e segura, isso posso afiançar. E que compareça às urnas, não deixe de votar. Essa história de que voto nulo pode anular a eleição não existe. A situação toda é votar, exercer o seu sagrado direito e dever. Só assim nós promoveremos as mudanças que a sociedade tanto busca e tanto anseia.

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