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MPSC apura distribuição de barracas para pessoas em situação de rua em Florianópolis

Constatação foi feita pelo promotor Daniel Paladino, da 30ª Promotoria da Capital, que coordena a força-tarefa com objetivo de orientar as pessoas em situação de rua a buscar auxílio do poder público

Michael Gonçalves
Florianópolis
06/06/2018 às 12H19
Se­gundo a Secretaria de Assistên­cia Social da Capital, Florianó­polis tem cerca de 500 pessoas cadastradas em situação de rua - Daniel Queiroz/ND
Se­gundo a Secretaria de Assistên­cia Social da Capital, Florianó­polis tem cerca de 500 pessoas cadastradas em situação de rua - Daniel Queiroz/ND


O MP-SC (Ministério Públi­co de Santa Catarina) investiga a doação de barracas de cam­ping para as pessoas em situa­ção de rua, em Florianópolis. A constatação foi feita pelo pro­motor Daniel Paladino, da 30ª Promotoria da Capital, que co­ordena uma força-tarefa com o objetivo de orientar as pessoas em situação de rua a buscar auxílio do poder público. Se­gundo a Secretaria de Assistên­cia Social da Capital, Florianó­polis tem cerca de 500 pessoas cadastradas nesta situação. Nesta quinta-feira (7), uma reunião entre Paladino e a secretária Katheri­ne Schreiner deve definir a data de encontro com as entidades assistenciais, que prestam au­xílio a essa população.

As barracas sob os elevados e sobre as calçadas das ruas do Centro são do mesmo modelo: o iglu. Com diferentes versões que possuem variações de duas a quatro pessoas, as barra­cas custam de R$ 70 a R$ 400. “Como visitamos com frequên­cia os pontos onde há concen­tração de pessoas em situação de rua, identificamos um gran­de número de barracas do mes­mo modelo. A partir daí quere­mos identificar a entidade ou a pessoa física responsável por essa doação, porque o objetivo é centralizar toda a prestação de serviço no CentroPop”, infor­mou o promotor.

Paladino esclarece que a ocupação dos espaços públi­cos com barracas ou outros tipos de casebres é proibida. Por meio da assessoria de im­prensa, Katherine explicou que a ideia é transformar o Cen­troPop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) em dois ti­pos de espaço. Um apenas para a alimentação e banho e outro para as atividades ligadas ao resgate da cidadania.

Promotor esclarece que a ocupação dos espaços públi­cos com barracas ou outros tipos de casebres é proibida - Daniel Queiroz/ND
Promotor esclarece que a ocupação dos espaços públi­cos com barracas ou outros tipos de casebres é proibida - Daniel Queiroz/ND


Objetivo é centralizar entrega de alimentos

O promotor Daniel Paladino também quer organizar a distri­buição de alimentos e de outras doações pelas entidades. “Nosso objetivo é organizar a doação de alimentos em um único lugar para evitar um problema sanitário. Em função disso, a secretária de Assis­tência Social vai convocar as enti­dades cadastradas para uma reu­nião. A intenção é desestimular a doação de alimentos e objetos fora do CentroPop, que é o espaço ade­quado para a prestação de serviços para essas pessoas”, disse.

A reportagem do ND tentou con­versar com algumas pessoas que vivem em barracas, mas nenhuma aceitou dar entrevista. Informalmen­te, um homem disse que comprou a barraca por R$ 80 e negou que tenha alguém fazendo as doações.

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