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Motos e ônibus compartilharão faixa exclusiva na Via Expressa, de São José a Florianópolis

Ampliação da rodovia deve custar R$ 36 milhões, que corresponde apenas à primeira etapa do projeto de revitalização do trecho de 5,2 quilômetros, porque a obra completa é avaliada em R$ 500 milhões

Michael Gonçalves
Florianópolis
30/04/2018 às 19H12

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (30), o superintendente do Dnit-SC (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte), Ronaldo Carioni Barbosa, confirmou o lançamento do edital de licitação na primeira quinzena de maio para a terceira pista da Via Expressa (BR-282), entre Florianópolis e São José. As duas faixas centrais serão exclusivas para ônibus e motos. A ampliação da rodovia deve custar R$ 36 milhões, que corresponde apenas à primeira etapa do projeto de revitalização do trecho de 5,2 quilômetros, porque a obra completa é avaliada em R$ 500 milhões. Em compensação, a principal ligação para a Ilha de Santa Catarina ficará sem acostamento.

Dnit divulgou o esboço de como ficará a Via Expressa após a ampliação - Reprodução/ND
Dnit divulgou o esboço de como ficará a Via Expressa após a ampliação - Reprodução/ND


A novidade será o compartilhamento das motos e dos ônibus nas faixas centrais da Via Expressa. “Nosso objetivo é tornar mais atrativo o transporte coletivo. O ônibus que hoje leva uma hora e 30 minutos para cruzar a Via Expressa levará dez minutos. Será que a maioria dos motoristas vai querer ficar sozinho no carro parado? Além disso, a faixa vai oferecer mais segurança aos motociclistas que dividirão uma pista com os ônibus”, explicou Barbosa.

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A previsão é de que a obra da terceira pista leve 18 meses para ser concluída. Basicamente, segundo o chefe de serviços de Planejamento e Projetos do Dnit-SC, Guido Paulo Simm Júnior, o acostamento será ampliado e nivelado com as pistas já existentes. O objetivo é transformar um acostamento de 2,1 metros para uma pista de 3,6 metros.

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Em determinados pontos, o canteiro será reduzido e a faixa de acesso será suprimida. “Teremos que fazer a terraplanagem em vários pontos da rodovia, mas não estamos prevendo obras de arte nesta primeira etapa. Vamos reduzir parte do canteiro nos viadutos e equacionar o tamanho das pistas. Também vamos corrigir as faixas de acesso para que os motoristas entrem em segurança na rodovia”, afirmou Guido.

Apesar de provocar lentidão na Via Expressa, os 19 acessos não sofrerão alterações durante a primeira etapa de obras.

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