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Motoristas de Uber protestam para que serviço não fique igual aos táxis em Florianópolis

Reunião entre a categoria e o vereador Bruno Souza (PSB) ocorreu nesta sexta-feira (7)

Dariele Gomes
Florianópolis
07/04/2017 às 18H46

Contra o projeto de lei 16.945/17, que define normas para o serviço de transporte particular de passageiros e está tramitando na Câmara de Vereadores de Florianópolis, cerca de 35 motoristas do aplicativo Uber se reuniram nesta sexta-feira (7) com o vereador Bruno Souza (PSB), no Plenarinho da Casa.

Conforme o motorista Diego Ventura, 28 anos, a classe luta para que o serviço continue como está e reclama que as medidas apresentadas tornarão o serviço praticamente igual ao de táxi, perdendo o diferencial, principalmente no valor da viagem, já que os impostos serão mais caros.

“O usuário não reclama, e os motoristas também não. Somos contra as medidas da regulamentação apresentadas neste projeto”, disse. Ele ainda informou que devem ser colhidas, até 8 de maio, assinaturas de usuários do serviço, para o abaixo-assinado ser protocolado na Câmara.

>> Motoristas do Uber fazem protesto solidário com doação de sangue em Florianópolis

Abaixo-assinado deve ser feito até o dia 8 de maio - Flávio Tin/ND
Abaixo-assinado deve ser feito até o dia 8 de maio - Flávio Tin/ND

 

O vereador diz que é a favor da liberação do aplicativo sem regulamentação e que reuniu os motoristas para conversar e informar sobre as tramitações do projeto. “Recebo muitas dúvidas através das redes sociais. Eles estão aderindo à campanha Uber Livre”, destacou. Souza disse que um projeto tramita no Senado e acredita que nada será definido no município sem antes ser votado pelos senadores, já que é algo discutido em quase todo o país.

>> Uber considera retrógrada a proposta de regulamentação dos aplicativos de transporte

O serviço do Uber está liberado em Florianópolis desde o início de março, quando uma liminar teve a sentença deferida pela Justiça. No dia 2, após cinco meses de operação na cidade, o juiz Hélio do Valle Pereira, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, permitiu o funcionamento do aplicativo e a livre concorrência com taxistas.

Já o projeto de lei municipal passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara na semana passada, com três votos contra, três a favor e uma abstenção. Por conta do empate, o projeto segue sem uma posição da comissão. Antes de ir ao plenário, vai tramitar em outras comissões, como a de Trabalho, Obras e Viação, Serviço Público e Ciência e Tecnologia.

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