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Motorista que matou duas mulheres no trânsito vai cumprir 1,2 ano de serviço comunitário

O réu já havia cumprindo 1,7 ano de prisão em regime fechado e obteve remissão de seis meses na pena porque trabalhou no cárcere; a condenação total foi de 3,1 anos

Colombo de Souza
Florianópolis
14/11/2018 às 21H41

Pietro Gusen, 27 anos, submetido a júri popular em Florianópolis pelo duplo homicídio qualificado de Solange Dutra Pereira, 34, e de Rosymeri Matiolli Rodrigues, 37, em acidente de trânsito, foi condenado a três anos, um mês e dez dias de detenção. A pena foi substituída por serviço comunitário, a ser cumprido em regime aberto. Além disso, ele também pagará multa de quatro salários mínimos para familiares das vítimas. O acidente ocorreu no dia 6 de maio de 2017, por volta das 5h30, na SC-401, no bairro Saco Grande. Gusen estava preso desde o dia do acidente.

xxxx - Flavio Tin/ND
Julgamento - Flavio Tin/ND

Como já cumpriu um ano e sete meses - neste período trabalhou no cárcere recebendo seis meses de remissão da pena - ele apenas ficou devendo um ano e dois meses, cuja pena será substituída por serviços comunitários. Gusen também está proibido de conduzir veículo automotor pelo período de três meses e três dias.

O debate entre o promotor Affonso Guizzo Neto e os advogados de defesa Marcos Paulo Silva dos Santos e Willian Schinzato, foi acalorado, e a juíza Mônica Bonelli Paulo Prazeres precisou intervir.

O Ministério Público denunciou o motorista pelo crime de homicídio doloso porque o autor dos fatos assumiu o risco de cometer um acidente em função do estado de embriaguez e pela ausência de habilitação para conduzir um automóvel.

xxx - Divulgação
Motocicleta das mulheres vítimas do acidente- Divulgação

Durante a defesa, o advogado Marcos Paulo conseguiu desclassificar a denúncia para homicídio culposo e convenceu o corpo de jurados, formado por três homens e quatro mulheres, que seu cliente não queria o resultado final. O advogado ressaltou que ele não fugiu do local, ficou aguardando a polícia chegar.

“Conseguimos a desclassificação, mas ainda estamos em luto em respeito às famílias das vítimas”, ressaltou.
No final do júri popular, que durou cerca de dez horas, a juíza revogou a prisão preventiva, concedendo a liberdade de Gusen, que na época do acidente cursava engenharia de aquicultura na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

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