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"Mentiu, descaradamente, ao falar que estava a 45 km/h”, diz vítima de acidente com Camaro

Nilandres Lodi, que acompanhou o interrogatório de Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, foi atingido no atropelamento e também perdeu a mulher; audiência ocorreu na tarde desta sexta-feira (22)

Colombo de Souza
Florianópolis
22/09/2017 às 19H38

“Eu gostaria que ele fosse para a cadeia. Ele matou minha mulher e me deixou numa cadeira de rodas. Ele mentiu, descaradamente, ao falar que estava a 45 km/h”. O breve depoimento é de Nilandres Lodi, referindo-se ao motorista do Camaro, Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, acusado de provocar o atropelamento no réveillon na Praia dos Ingleses, em Florianópolis.

A declaração da vítima ocorreu após a audiência que ocorreu na tarde desta sexta-feira (22), na Vara do Tribunal do Juri, no Fórum da Capital. No entanto, o laudo oficial do IGP (Instituto Geral de Perícia), que consta nos autos do processo, atesta que o Camaro desenvolvia uma velocidade entre 69,5 km/h a 93.3 km/h.

Foi a primeira vez que Jeferson foi interrogado por conta do atropelamento pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri, Marcelo Volpato de Souza. O promotor de Justiça, Andrei Cunha do Amorim, também participou da audiência. Não foi permitido à imprensa acompanhar os depoimentos. 

Motorista do Camaro, Jeferson Rodrigo de Souza Bueno se apresentou à Justiça nesta sexta-feira (22) - Flávio Tin/ ND
Motorista do Camaro Jeferson Rodrigo de Souza Bueno se apresentou à Justiça nesta sexta-feira (22) - Flávio Tin/ ND


O acidente ocorreu na SC-403, por volta das 3h30min de 1º de janeiro. As vítimas retornavam da festa da virada do ano e retiravam um cooler de bebida da caminhonete Toyota Hilux, estacionada em cima da calçada, quando foram atropeladas pelo Camaro desgovernado. Jeferson abandonou o carro e fugiu  para o Rio Grande do Sul, onde mora. Na ocasião, Jeferson teve a prisão decretada. O defensor recorreu e quatro meses depois conseguiu reverter a situação.

Nilandres acompanhou o depoimento na sala de audiência, mas não pode se manifestar. Ele contou que quando olhava nos olhos de Jeferson, o condutor do Camaro abaixava a cabeça, num sentimento de culpa. 

Nirlandres Lodi precisou amputar duas pernas por causa do atropelamento - Flávio Tin/ ND
Nirlandres Lodi precisou amputar duas pernas após o atropelamento - Flávio Tin/ ND

Defesa do motorista

O advogado de defesa Ademir Costa Campana, disse que seu cliente não é culpado e chamou para a responsabilidade o motorista do Audi, Robson Cordeiro.

Os dois veículos seguiam, lado a lado, na pista dupla da SC-403. O advogado de defesa sustenta que o Audi cortou a frente do carro de Jeferson. Para Campana, após o Camaro colidir na lateral do Audi, o carro subiu na calçada e atingiu as vítimas. Após o interrogatório, o advogado tentou esconder Jeferson da imprensa que o aguardava na saída do fórum. Ele chegou a perdir para o juiz, que deixasse seu cliente sair pela porta dos fundos, mas a solicitação foi negada. 

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