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Mostra Laboral expõe produtos fabricados por presos de todo o país em Florianópolis

Entre os produtos expostos nos 34 estandes estão móveis, estofados, camas, roupas, eletrodomésticos e ventiladores

Colombo de Souza
Florianópolis
24/07/2018 às 22H22

A 2ª Mostra Laboral do Sistema Prisional Brasileiro começou na noite desta terça-feira (24) e vai até esta quinta (26) no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Canasvieiras, Norte da Ilha. Em um único espaço estão reunidos os produtos fabricados por reeducandos das unidades prisionais de todo o Brasil. São 34 estandes de 26 Estados e mais o Distrito Federal. Como Santa Catarina sedia o evento, tem direito a sete expositores. Eles mostram tudo o que os sentenciados catarinenses estão produzindo.

Presos produzem móveis, estofados, camas, roupas, eletrodomésticos e ventiladores - Susipe-PA/Divulgação/ND
Presos produzem móveis, estofados, camas, roupas, eletrodomésticos e ventiladores - Susipe-PA/Divulgação/ND


A presidente da comissão organizadora, Juliana Campos, comentou que um dos objetivos é ressaltar as empresas que se instalaram nas unidades para ensinar uma profissão para o preso. Intelbras, Fischer, Berlanda e Saraiva Retrovisores são algumas das empresas que empregam a mão de obra de detentos catarinenses.

De acordo com o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Leandro Lima, Santa Catarina foi escolhida para sediar e organizar a mostra pela segunda vez porque é referência nacional em número de presos que trabalham. “O Estado é considerado modelo no Brasil e em outros países, além do sucesso da experiência na 1ª Mostra Laboral realizada em 2015”, disse.

Nesta segunda edição, os estandes e as palestras ocorrem no mesmo local, permitindo assim que todos acompanhem os debates e as discussões e interajam de forma participativa no mesmo ambiente. Estão expostos móveis, estofados, camas, roupas, eletrodomésticos, ventiladores, grill para cozinhas, bicicletas, chuveiros, cortinas, flores, janelas de alumínio, tapetes artesanais, lajotas, lâmpadas, tintas, motores e telefones, produtos presentes no dia a dia das pessoas.

Além da exposição de produtos, a programação inclui seminários sobre a ressocialização por meio da reabilitação socioeconômica, a inclusão no mercado de trabalho e a qualificação profissional proporcionadas às pessoas privadas de liberdade, além de debates com experiências internacionais como a Noruega, que tem a menor taxa de reincidência mundial. Também foi organizada uma série de palestras estruturantes para elaboração do Manual Laboral do Sistema Prisional Brasileiro.

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