Publicidade
Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 17º C

Morte de reitor da UFSC não interfere investigações da Operação Ouvidos Moucos

Suspeitas de desvios em bolsas de estudos do sistema EaD teriam iniciado em gestões passadas; reitor era acusado de obstruir investigações internas

Fábio Bispo
Florianópolis
02/10/2017 às 21H28

A morte do reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier, não deve interferir na continuidade das investigações da Polícia Federal na Operação Ouvidos Moucos. Apesar de ser considerado peça-chave na apuração, por estar, no momento das investigações, ocupando a Reitoria, Cao não era acusado de ter se beneficiado diretamente de desvio de recursos do sistema EaD (Ensino a Distância), já que as fraudes teriam sido iniciadas em gestões passadas, mas sim de obstruir o andamento de investigação interna, o que acabou levando o caso para a polícia.

Operação Ouvidos Moucos investiga supostas fraudes na UFSC - Daniel Queiroz/ ND
Operação Ouvidos Moucos investiga supostas fraudes na UFSC - Daniel Queiroz/ ND



A PF não quis se manifestar sobre a morte do reitor, que é tratada pela Polícia Civil como suicídio. Por meio de assessoria de imprensa, o órgão informou que a investigação terá prosseguimento por envolver outros servidores e entidades ligadas à universidade.

Deflagrado no dia 14 de setembro, o inquérito da Operação Ouvidos Moucos investiga suposta fraude envolvendo repasses de recursos federais para aplicação em bolsas de estudos na modalidade EaD. Quando foi iniciada, a operação resultou na prisão de sete pessoas, incluindo o reitor. Um dia após a prisão, a juíza Marjôrie Cristina Freiberger, da 6a Vara Federal, revogou a prisão temporária.

No último dia 30, a Justiça Federal chegou a liberar o acesso de Cao à universidade. Seria nesta quinta-feira, dia 5, das 15h às 17h30, para avaliação de orientandos em cursos de mestrado e doutorado. Desde a prisão, a defesa do reitor alegava que ele não teria envolvimento com as fraudes, mas sim que acompanhava o caso internamente.

No entanto, foi o ato de avocar para si o direito de julgar o mérito dos procedimentos internos que fez com que os casos internos fugissem ao controle. Logo após a liberação de Cao da prisão, o advogado Hélio Brasil defendeu que os atos de avocação dos processos tinham embasamento jurídicos e que não poderiam representar obstrução e que Cao provaria sua inocência na Justiça.

- - -
- - -



Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade