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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Mortandade de peixes assusta moradores de Palhoça

Fundação do Meio Ambiente não soube informar o que teria causado a morte de milhares de manjubas que apareceram mortas na Ponte do Imaruim

Fábio Bispo
Florianópolis
Rosane Lima
Moradores dizem que não é a primeira vez que peixes aparecem mortos

 

Desde terça-feira (11), com a entrada do vento sul, milhares de manjubas mortas apareceram nas areias do mar de Palhoça, na região da Ponte do Imaruim. Moradores falam em crime ambiental, devido a safra de pesca do camarão que atrai barcos com redes maiores para região que levam apenas o pescado nobre descartando os demais. Mas, segundo a Polícia Militar Ambiental do município, trata-se de iscas de atuneiros que entraram em uma corrente marítima e levados até a beira do mar. Os peixes foram vistos, principalmente, na região que divide o Centro do bairro.

Vilsomir Soares, 42 , disse que mesmo morando a cerca de um quilômetro do mar, o cheiro de peixe podre infestou o apartamento. "Estava impossível ficar em casa com a janela aberta", disse. O cheiro se espalhou por todo o bairro subindo pelos bueiros. “Não sabíamos o que estava causando o cheiro e só hoje de manhã que fui ver que se tratava de peixes mortos”, disse o comerciante que trabalha na avenida Aniceto Zachi.

O vento sul e a maré cheia levaram os peixes pelos córregos do bairro adentro, chamando a atenção de todos. “Isso são os barcos grandes que jogam redes e descartam os peixes pequenos”, arriscou um pescador, indicando suspeitas de crime ambiental. Ontem, uma equipe da FCAM (Fundação Cambirela de Meio Ambiente) e da Defesa Civil estiveram no local analisando os peixes mortos. A Polícia Militar Ambiental também foi acionada pelos moradores e segundo o cabo Ávila, se tratam de iscas usadas na pesca de atum. “Essas iscas são jogadas no mar pelos atuneiros e as iscas que sobraram vieram para costa com a corrente, se fosse descarte das redes de arrasto apareceriam outras espécies de peixes”, disse.

Durante a tarde de quarta-feira, técnicos da FCAM acompanhados da Defesa Civil estiveram no local para analisar os peixes para avaliar se se trata de crime ambiental. A Defesa Civil não informou se vai recolher os peixes. Moradores afirmam que não é a primeira vez que o episódio acontece na região e reclamam do mau cheiro.

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