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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Morre no hospital o surfista Ricardo dos Santos, baleado na Guarda do Embaú, em Palhoça

O atleta não resistiu à cirurgia realizada nesta terça

Redação ND
Florianópolis
Reprodução/Facebook
Atleta foi baleado na segunda-feira (19)


Atualizada às 14h20.

O surfista Ricardo dos Santos, 24 anos, baleado por um policial, na praia da Guarda do Embaú, na Grande Florianópolis, na segunda-feira (19) morreu no início da tarde desta terça-feira (20). Ele não resistiu à última cirurgia. A informação foi repassada por um familiar. 

Segundo o médico do hospital, Dr. Guilherme Genovez, Ricardo dos Santos teve múltiplos ferimentos no abdômen e tórax, com lesões hepáticas e vasculares gravíssimas e sangramento abdominal e torácico. Ricardinho recebeu mais de cem bolsas de sangue.

Mais de 50 pessoas, entre amigos e parentes, estão no lado de fora do Hospital Regional de São José. Todos estão desesperados com a notícias e revoltados, pedindo justiça. Familiares querem que o policial militar seja punido pelo seu crime. Moradores e amigos da Guarda do Embaú estão chegando a todo momento na unidade hospitalar.

O corpo de Ricardo dos Santos será velado em uma capela da Guarda do Embaú na noite desta terça. O horário ainda não foi confirmado. Na quarta-feira (21) pela manhã, o corpo será levado para Balneário Camboriú, onde será cremado. 

Entenda o caso

De acordo com a versão de testemunhas, Ricardo estava na frente de casa quando Luis Paulo Mota Brentano, de 25 anos, e o irmão, de 17, estacionaram o Citroen/C4 Pallas e começaram a usar drogas. O surfista pediu que eles se retirassem do local, pois a área era familiar. Após a conversa, Ricardo virou a costas para ir embora e foi atingido por três tiros. 

Luis Paulo é soldado lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar, em Joinville, e foi encontrado minutos depois em uma pousada na Pinheira. Ele alegou que atirou por legítima defesa. 

Em nota oficial divulgada na segunda-feira, a Polícia Militar garante que Mota irá responder inquérito civil sobre o caso, ao mesmo tempo em que o Comandante-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Paulo Henrique Hemm, também já determinou as medidas administrativas (Inquérito Policial Militar) necessárias no sentido de averiguar os fatos.

*Com informações da repórter Stefani Ceolla.

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