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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Morre a primeira médica de SC, Wladyslawa Wolowska Mussi, com quase 102 anos de idade

Ela estava internada no Imperial Hospital de Caridade, se recuperando de uma fratura depois de queda sofrida na última terça-feira

Oliveira Mussi
Florianópolis
Oliveira Mussi/ND
Wladyslawa Wolowska Mussi primeira médica de Santa Catarina
Wladislawa Wolowska Mussi deixa oito netos e quatro bisnetos

 

Não fosse uma queda ocorrida na terça-feira passada (10), Wladislawa Wolowska Mussi completaria 102 anos em 11 de agosto próximo. Depois de uma cirurgia para recompor ambos os fêmures fraturados e uma luta digna de quem foi feminista antes mesmo da existência do termo, Wladys, ou apenas a Doutora, como era conhecida desde 1932, quando se formou na faculdade de medicina do Paraná, morreu no Imperial Hospital de Caridade, em Florianópolis, na manhã de sábado (14), devido a complicações da cirurgia.

Doutora será enterrada ao lado do marido, Antônio Dib Mussi, no cemitério São Francisco de Assis, depois de 53 anos de espera para se juntar ao amor de sua vida e colega de profissão, que também morreu no mesmo hospital, em 19 de março de 1959. O velório começa na tarde de sábado, no próprio cemitério do Itacorubi, e o enterro se realiza por volta das 11h de domingo.

Dotada de um espírito alegre e de uma saúde invejável para muitos com menos da metade de sua idade, Wladys deixa três filhos, todos motivo de grande orgulho para a primeira médica mulher do Estado de Santa Catarina. Também deixa oito netos e quatro bisnetos.

Apesar da idade avançada, o falecimento daquela senhora de pouco mais de um metro e quarenta, de olhos azuis opacos e sorriso fácil foi um choque para a família, que se preparava para comemorar mais um aniversário com a matriarca. Os passos lentos e a voz suave farão falta nos anos porvir, suas histórias sobre um Brasil distante, sobre uma medicina praticada com mais garra do que recursos e das inúmeras viagens que fez pelo mundo, incluindo a Rússia, onde foi elogiada pela língua Polaca, semelhante a russa, que apesar de não ser praticada com freqüência, permanecia vívida em sua memória e na ponta da língua.

Dra. Mussi ocupou uma série de cargos de diretoria de órgão de saúde e patronais, um feito considerável, em se tratando de uma mulher vivendo em um mundo muito mais machista do que o atual. Criou os filhos com maestria, uma socióloga, um doutor em Administração e um médico, como ela e o marido. Também marcou os netos, por quem é considerada uma exemplo de vida a ser seguido e difundido.

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