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Morre aos 76 anos o padre Luiz Facchini, figura importante em Joinville

O religioso foi responsável pela criação de uma entidade que ampara crianças e adolescentes carentes desde 1994

Redação ND
Florianópolis
05/03/2018 às 20H22

Morreu nesta segunda-feira (5), aos 76 anos, o padre Luiz Facchini, figura importante na cidade de Joinville. Nascido em Mirim-Doce, na época um distrito de Taió, no Alto Vale do Itajaí, ele foi responsável pela criação de uma entidade beneficente que leva o seu nome, que tem como objetivo amparar crianças e adolescentes carentes desde 1994. Cidadão honorário de Joinville desde 2013, Facchini já foi eleito, em 2000, uma das personalidades do século pelos sindicatos dos jornalistas e radialistas.

Facchini em 2013, quando foi entrevistado pelo Notícias do Dia - Fabrício Porto/Arquivo/ND
Facchini em 2013, quando foi entrevistado pelo jornal Notícias do Dia - Fabrício Porto/Arquivo/ND


Em nota, a Fundação Padre Luiz Facchini confirmou a morte e informou que o corpo do religioso será velado na Paróquia Cristo Ressuscitado, no bairro Floresta, a partir das 21h desta segunda. Às 15h de terça-feira (6), um cortejo será realizado até a Catedral de Joinville, onde será realizado o enterro do padre. A causa da morte não foi divulgada.

No comunicado, a fundação destacou que Facchini "foi uma pessoa que lutou, dia a dia, para que muitas pessoas tivessem acesso ao que comer, uma oportunidade na vida e a palavra amiga em suas celebrações ou em conversas particulares".

Vida religiosa

Criador do primeiro centro de defesa dos direitos humanos no Estado, Facchini alcançou notoriedade também com a criação das cozinhas comunitárias, oferecendo alimentação diariamente a milhares de crianças de famílias carentes de Joinville e cidades próximas. Filho de agricultores, ele sentiu a vocação para o sacerdócio quando era criança e passou três anos em um seminário em Irati, no Paraná. Em Salete e Brusque concluiu o ginásio e o ensino médio, até ingressar na faculdade de filosofia em Curitiba, onde dividia os estudos com o trabalho. Também trabalhou, como ajudante de pedreiro, quando cursava teologia em Fribourg, na Suíça. Naquele país foi ordenado e oficiou sua primeira missa, em 1969. No ano seguinte voltou ao Brasil, designado para a paróquia de São Francisco do Sul.

Em 2013, ele contou ao Notícias do Dia como o seu caminho religioso foi traçado no Estado. “Em 1971 o bispo dom Gregório me convocou para trabalhar na catedral, junto com o padre Bertino. Um ano depois assumi a coordenação diocesana de pastorais, cargo que exerci até 1975.” No mesmo ano, fundou a paróquia Cristo Ressuscitado, onde ficou até 1999, quando criou a paróquia Nossa Senhora de Belém.

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