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Moradores criam grupo no WhatsApp para denunciar violência no entorno da UFSC, na Capital

Reunião com o Ministério Público Estadual deve por fim ao problema de algazarra e consumo de drogas por frequentadores de quatro bares localizados na rua Deputado Antônio Edu Vieira

Colombo de Souza
Florianópolis
07/06/2018 às 07H53

Revoltados com a algazarra e o consumo de drogas em frente aos bares da rua Deputado Antônio Edu Vieira, no bairro Pantanal, no entorno da UFSC (Universidade Federal de Santa Catariana), moradores criaram um grupo no WhatsApp, chamado Anti Bar, para se comunicar, se proteger e acionar a Polícia Militar em casos extremos. As reclamações e os crimes – no último sábado (2), um adolescente de 16 anos foi assassinado, serão discutidas na reunião desta quinta-feira (7) no MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina). Além dos promotores Eduardo Paladino e Daniel Paladino, participam do encontro representantes das polícias Militar e Civil, da Guarda Municipal de Florianópolis, da UFSC e do Conseg (Conselho de Segurança Comunitário) da Bacia do Itacorubi.

Moradores do entorno dos bares estão preocupados com o som alto e com os crimes - Marco Santiago/ND
Moradores do entorno dos bares estão preocupados com o som alto e com os crimes - Marco Santiago/ND


A presidente do Conseg da Bacia do Itacorubi, Ana Cláudia Caldas, está recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado, mas ainda estuda a motivação do documento. “Não podemos crucificar os comerciantes. Eles geram empregos. Devemos encontrar uma medida que satisfaça a todos. O Plano Diretor do município também deve ser questionado”, afirmou.

Segundo Ana Cláudia, moradores do entorno dos bares estão mais preocupados com o som alto, porém ela diz que os crimes também devem ser levados em consideração. A presidente do Conseg lembra que em 2016 as festas aconteciam no campus da universidade e nem todos os frequentadores eram estudantes. “Foi um período com alto índice de furtos de veículos, roubos e até de estupros”, disse.

Na época, a diretoria do Conseg foi ao então reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo com uma série de sugestões. “Além de ele proibir as festas, pediu a instalação de mais lâmpadas, melhorando a iluminação no campus, podou as árvores e cercou a universidade”, contou. De acordo com o Conseg, as medidas reduziram em mais de 30% os índices de criminalidade na região da UFSC.

Mudanças nos entornos da UFSC

Após as mudanças no campus, inclusive com o fechamento dos portões nos acessos de veículos, as festas migraram para a praça Santos Dumont, no bairro Trindade. As badernas recomeçaram e os moradores acionaram o Conseg. “Atuamos junto com igreja e polícia, realizamos diversas reuniões, inclusive alertamos os organizadores das festas que eles poderiam perder os equipamentos de som”, disse Ana Cláudia Caldas.

Da praça, as aglomerações foram para os bares da rua Edu Vieira. O Conseg foi acionado mais uma vez e os bares se prontificaram em instalar cercas móveis de ferro para os frequentadores não invadirem a rua. “Ficamos sem a calçada para caminhar e somos obrigados a dividir a via de rolamento com os veículos”, afirmou a proprietária de pet shop, Daniela Rolando Pierozan. Assim como Daniela, outros moradores pedem ao poder público uma solução para equacionar o problema que se arrasta há mais de um ano.

Por isso, é grande a expectativa sobre as medidas que serão adotadas após a reunião desta quinta-feira no Ministério Público. Pelo segundo dia consecutivo, o ND tentou ouvir os proprietários de bares, mas não obteve êxito.

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