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Moradores contabilizam prejuízos por conta da ressaca em Florianópolis

Na Armação, um mutirão de solidariedade se uniu para colocar mil sacos de areia e tentar conter o avanço da maré

Felipe Alves
Florianópolis
08/06/2018 às 14H42

As altas ondas que atingiram o litoral catarinense entre domingo e terça-feira causaram prejuízos a vários moradores de Florianópolis. Desde segunda-feira, a Defesa Civil registrou problemas na Armação e Pântano do Sul, no Sul da Ilha, e em Canasvieiras e Ingleses, no Norte, mas não foi preciso interditar nenhum local. Até terça-feira à tarde, a situação era de atenção nos locais mais atingidos pelas fortes ondas e ressaca.

Ressaca em Florianópolis - Marco Santiago/ND
Desde segunda-feira, a Defesa Civil registrou problemas na Armação e Pântano do Sul,  e em Canasvieiras e Ingleses - Marco Santiago/ND

No Sul da Ilha, a região mais atingida foi a Armação. Boa parte da área externa da casa de Roxane e Leonardo Nonohay, que moram no local há 27 anos, foi levada pelo mar na madrugada de segunda para terça-feira. “Em pouco tempo o mar engoliu todo o jardim que a gente tinha aqui. Levou churrasqueira, pia e forno a lenha. Foram mais de 15 metros levados pelo mar. Foi assustador. Já vi maré alta, lua cheia e ressaca aqui. Mas sempre bateu na minha cerca e não passava. Nunca vimos algo assim”, afirmou Roxane.

Na casa deles moram sete pessoas, entre filhos, genro e nora. Às 2h de terça-feira todos tiveram que deixar a casa com medo de que o mar pudesse avançar mais e comprometer a estrutura da casa. Na manhã de terça, um mutirão de solidariedade se prontificou a amenizar a situação e, durante todo o dia, cerca de 30 homens se revezaram para colocar sacos de areia e tentar conter o avanço do mar. Roxane afirma que comprou mais de mil sacos. De acordo com Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil municipal, os sacos de areia, chamados de sacos de rafia, ajudam a deter a energia da maré e são menos agressivos ao meio ambiente.

Na rodovia do Morro das Pedras as fortes ondas viraram atração para motoristas e ciclistas, que paravam o tempo todo para ver a ação da natureza contra as pedras. Na tarde de terça o mar já havia recuado em relação a segunda-feira, mas mesmo assim a família de Roxane e Leonardo decidiu dormir mais uma noite fora de casa como prevenção. “Agradeço a todos que vieram aqui ajudar. Os amigos, conhecidos e desconhecidos que nos ajudaram muito hoje”, disse Leonardo.

Ressaca em Florianópolis  - Marco Santiago/ND
A previsão é de que os efeitos da ressaca permaneçam somente até a tarde de quarta-feira (23) - Marco Santiago/ND



 

Alerta até esta quarta-feira

De acordo com Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil municipal, a previsão é de que os efeitos da ressaca permaneçam somente até a tarde de quarta-feira (23). Por isso, a Defesa Civil continua em alerta ainda.

O ciclone extratropical que provocou fortes rajadas de vento em Santa Catarina no final de semana afasta-se lentamente da costa sul do Brasil em direção ao mar, mas ainda gerando ondas altas que chegam ao litoral catarinense nos próximos dias, de acordo com a Epagri/Ciram. Os ventos fortes, de 50 km/h a 80 km/h, associados ao ciclone, foram registrados principalmente entre o sábado e a madrugada de domingo. O mar continua agitado e com picos de altura de 3 a 4 metros.

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