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Mobilidade será prioridade de Angela Albino (PCdoB)

A grande aposta é o BRT, sistema de transporte coletivo de passageiros que inclui corredores exclusivos para os ônibus, e o transporte marítimo

Daiana Constantino
Florianópolis
02/09/2016 às 21H19

Na série de entrevistas do Grupo RIC, a candidata a prefeita de Florianópolis, Angela Albino (PCdoB), reforçou ontem que, se eleita, a mobilidade urbana será a área prioritária do seu governo – reforçando o discurso de campanha feito pela coligação no programa eleitoral na TV e no rádio. Para ela, a grande aposta é o BRT, sistema de transporte coletivo de passageiros que inclui corredores exclusivos para os ônibus, e o transporte marítimo.

Acompanha do candidato a vice Gabriel Kazapi (PT), Angela também disse que pretende manter o contrato com a Casan e focará na implantação do Plano Municipal de Saneamento. “Estão previstos R$ 330 milhões já contratados para saneamento. Acredito que chegaremos num patamar melhor nos próximos anos”, argumentou. A candidata também defende a manutenção da Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital) sob administração pública, apesar das dificuldades financeiras.

Dizendo que é preciso fazer “campanha com os pés no chão” e prometer somente o que estiver dentro das condições reais de execução, Angela descarta a construção de uma quarta ponte como prioridade no momento. “O momento econômico que o país e a própria prefeitura vivem é um indicativo que não será logo que vamos construir grandes obras. Tenho muita preocupação de prometer obras muito caras que não daremos conta de fazer mesmo”.

 

Se eleita, quais devem ser suas primeiras medidas no cargo?

Florianópolis tem uma série de projetos muito bem estruturados que estão engavetados. A primeira coisa é fazer um levantamento disso. A gente, obviamente, no planejamento já tratará das primeiras medidas na mobilidade urbana e na transparência na gestão.

A senhora tem reforçado no programa eleitoral que a mobilidade deve ser prioridade de governo. Quais são as ações para esta área?

Nós apostamos no BRT, corredor exclusivo. Antecedendo a isso, apostamos que a saída não seja mais como meu carro anda melhor. A saída é investir no transporte coletivo de qualidade que de fato seja atraente e que o custo facilite e seja atraente. A integração entre os modais, por exemplo. A bicicleta é um meio de locomoção importante entre as comunidades. E também apontar para o futuro com o transporte marítimo. Até a década de 20 do século passado, a nossa travessia era por transporte marítimo. É preciso começar pequeno, mas projetando para o futuro para ter transporte marítimo.

Caso vença a disputa, a senhora tomará posse em plena temporada de verão. Como pretende atuar diante dos problemas no saneamento que se agravam nesse período?

Primeiro, eu defendo que o sistema seja através da Casan. Acredito que precisamos ter mais eficácia na prefeitura de implantação do Plano Municipal de Saneamento e de poder cobrar mais e melhor da Casan. Estão previstos R$ 330 milhões já contratados para saneamento. Acredito que chegaremos num patamar melhor nos próximos anos.

E em relação à Comcap? A senhora é favor da privatização?

A Comcap é uma ferramenta importante da gestão municipal. No processo histórico foi sucateada. Hoje temos lá uma condição de trabalho incapaz de ser eficiente, embora com um quadro de pessoal muito dedicado. Nós entendemos que é preciso investir mais na Comcap para que cumpra um papel mais amplo.

A construção de uma quarta ponte deve ser prioridade?

Acredito que viveremos tempos muito difíceis do ponto de vista de macro investimentos. Considero o Plamus uma ferramenta importante para pensarmos o desenvolvimento da mobilidade urbana da região toda. Mas acredito que não conviveremos logo com grandes obras. O momento econômico que o país e a própria prefeitura vivem é um indicativo que não será logo que vamos construir grandes obras. Tenho muita preocupação de prometer obras muito caras que não vamos dar conta de fazer mesmo.

Na saúde, qual será o grande desafio?

Na saúde temos em termos de estrutura física uma cobertura de excelência. Mas precisamos fazer o acolhimento mais humanizado. Para isso, precisamos capacitar melhor os profissionais e também a própria marcação de consultas. Ainda são marcadas consultas no método arcaico. É preciso renovar a gestão para dar melhores condições de serviço público.    

A fila de espera por vagas em creches é um dos problemas sérios na educação. Como pretende resolver?

Tem uma dívida das promessas de campanha que têm sido feitas de zerar fila, de creche no verão, de creche em tempo integral. O governo federal ajudou a investir na construção de novos centros, mas teremos que investir em mais creches porque ainda a demanda continua.

O que a senhora tem de proposta para a comunidade artística independente da cidade?

Tenho insistido muito que, para darmos uma virada, é preciso investir no desenvolvimento econômico de Florianópolis. Como vou resolver mais creches e a Comcap se não tenho arrecadação e se o momento econômico no país não nos dá sinais de que a gente vai avançar? Acredito que devemos ter desenvolvimento econômico da cultura, da tecnologia e do turismo, que são áreas que amplificam a qualidade de vida e que trazem desenvolvimento econômico. Instalei a Frente Parlamentar de Cultura quando fui vereadora e deputada estadual. Acredito que a cultura é uma ferramenta importante inclusive para manter a nossa própria identidade. A cultura particularmente menos formal é parte da nossa identidade, mas entendo que parte de um projeto maior que temos de desenvolvimento econômico da cidade.

O que está previsto para a população de rua em seu plano de governo?

Precisamos ter uma visão metropolitana. A prefeitura tem a tarefa de capitanear o processo que discuta a Região Metropolitana como um todo, porque se a gente resolve pontualmente o morador de rua que está no Centro da cidade e não resolve o entorno, no outro dia vai ter também. Claro que é preciso dar condições de recuperar, capacidade produtiva. As pessoas precisam ter acolhimento, mas também uma perspectiva para o futuro. Já trabalhava isso como secretária de Estado da Assistência Social. Mas é preciso ter uma visão do entorno da região de Florianópolis.

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