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Ministro da Defesa diz que Estados são 'lenientes' com armas em presídios

Desde o começo do ano, quando houve uma crise penitenciária em presídios do Norte e do Nordeste, as Forças Armadas fazem inspeções periódicas nas principais cadeias daquelas regiões

Folha de São Paulo
Rio de Janeiro
05/04/2017 às 11H59

IGOR GIELOW, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta (5) que alguns Estados são "lenientes" no controle de entrada de armas e outros materiais em presídios.

"Não vou nominar, mas as revistas das Forças Armadas encontraram de tudo, armas brancas principalmente. Não é compreensível. Temos a impressão de que alguns Estados têm sido lenientes com a entrada de materiais nos presídios", disse o ministro.

Desde o começo do ano, quando houve uma crise penitenciária com revoltas em presídios do Norte e do Nordeste, as Forças Armadas fazem inspeções periódicas nas principais cadeias daquelas regiões. Já foram feitas 12 revistas, segundo Jungmann.

Ministro da Defesa, Raul Jungmann - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Ministro da Defesa, Raul Jungmann - Tânia Rêgo/Agência Brasil



As ações ocorrem sem contato com os presos. São utilizados equipamentos de detecção de armamentos e procedimentos que haviam sido empregados durante os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Em uma revista no presídio Anísio Jobim, sede de uma violenta rebelião no começo do ano em Manaus, que deixou 56 mortos, foram encontradas sete estações de rádio-base para driblar bloqueadores de telefones celulares.

Ainda sobre segurança, o ministro reafirmou que uma das principais preocupações hoje é o influxo de armas desmobilizadas durante o processo de paz na Colômbia. "É motivo de apreensão, pois as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estão depondo armas e elas podem entrar pela fronteira", disse Jungmann.

Um acordo firmado com Bogotá permite o rastreio em tempo real dos armamentos entregue pelos guerrilheiros, mas o governo diz que é preciso reforçar a atuação nas fronteiras.

O conflito no país vizinho durou 52 anos e foi encerrado, entre governo e as Farc, no fim de 2016. Agora há negociações com outro grupo guerrilheiro do país, o Exército de Libertação Nacional, que tem tido apoio do Brasil.

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