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Ministério Público faz nova ação com moradores em situação de rua, em Florianópolis

Região Central de Florianópolis é o foco de trabalho desta terça-feira

Dariele Gomes
Florianópolis
28/08/2017 às 17H58

A segunda força-tarefa para tentar retirar moradores em situação de rua será realizada nesta terça-feira (29), no Centro de Florianópolis. Segundo um dos organizadores da ação, o promotor de Justiça Daniel Paladino, os trabalhos devem começar no Terminal Rita Maria e seguir pela Avenida Governador Gustavo Richard até a área entre as duas pistas do túnel Antonieta de Barros, na Prainha. Pelo menos 15 entidades fazem parte do Grupo Permanente de Defesa a Pessoas em Situação de Rua, capitaneado pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Moradores de rua instalados em barracas na região central de Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND
Moradores de rua instalados em barracas na região central de Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND


O local, que dá acesso ao Sul da Ilha, chama a atenção pela quantidade de pessoas em situação de rua e pela grande quantidade de lixo acumulado. “O objetivo desta ação, assim como as outras que vem sendo realizadas, realizar a limpeza do local, além de identificar e encaminhar as pessoas para o serviço que necessita, seja uma atenção social, de saúde ou até mesmo viabilizar o retorno para a cidade de origem, se esse for o desejo dela. Há também a preocupação em garantir que o local, que faz parte da cidade e de todos, não seja ocupado pelo consumo e tráfico de droga”, enfatiza Paladino.

Lixo acumulado próximo de viaduto de Campinas, na Prainha, em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND Online
Lixo acumulado próximo de viaduto de Campinas, na Prainha, em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND Online


No último dia 15, o grupo que contou com representantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Florianópolis, Conselho de Segurança do Centro da Capital, CDL, Comcap, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Floram, entre outras entidades parceiras, atuou na Avenida Josué di Bernardi, no limite entre Florianópolis com São José, em baixo do viaduto de Campinas. Na ocasião, o local foi limpo, 15 pessoas foram identificadas e oferecidos atendimentos, porém nenhuma quis encaminhamento, e barracos de lona foram destruídos.

Na manhã desta segunda-feira, a equipe de reportagem voltou até o local para verificar a situação. Nenhum morador em situação de rua foi encontrado no local, que continuava limpo. Conforme Paladino, o cenário de hoje do local, é um sinal de que a ação deu certo, e que o trabalho continua, como de fiscalização e de manutenção da limpeza. “Diariamente, várias vezes por dia, está sendo feito o monitoramento neste local, com o trabalho da Secretaria do Continente e o 22º Batalhão de Polícia Militar. Agora vamos fazer esse trabalho aqui na região Central. Há vários pontos a serem trabalhados. Vamos continuar discutindo com os órgãos envolvidos, que trazem os desejos das comunidades também”, comenta.

Paladino reforça que o trabalho deve ser permanente, em toda a cidade, já que há resultados e o desejo de uma sociedade mais organizada. “Queremos garantir segurança a todos e dar toda a assistência para que os moradores em situação de rua possam ser reinseridos na sociedade”, comenta. O promotor de Justiça garantiu ainda que praticamente os todos os órgãos que estiveram envolvidos na ação do viaduto de Campinas vão participar novamente nesta terça, com exceção das entidades que fazem parte de São José.

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